{"id":2842,"date":"2020-03-10T10:06:56","date_gmt":"2020-03-10T10:06:56","guid":{"rendered":"https:\/\/pos-graduacao.uepb.edu.br\/ppgli\/?page_id=2842"},"modified":"2020-03-10T10:31:38","modified_gmt":"2020-03-10T10:31:38","slug":"6-seminario-discente-2020","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/pos-graduacao.uepb.edu.br\/ppgli\/6-seminario-discente-2020\/","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio discente 2020"},"content":{"rendered":"<p><strong>Mesa de discentes<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0Dia 10\/03\/2020 \u2013 13h \u00e0s 15h30<\/strong><\/p>\n<p>[wptabs mode=&#8221;horizontal&#8221; type=&#8221;accordion&#8221;]<br \/>\n[wptabtitle]Anderlane Fernandes de Lima[\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nAS VOZES FEMININAS NOS CONTOS DE MIA COUTO<\/p>\n<p>Anderlane Fernandes de Lima (mestranda PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Ant\u00f4nio Carlos de Melo Magalh\u00e3es<\/p>\n<p>Nesta pesquisa, objetivamos analisar as vozes femininas em tr\u00eas contos de Mia Couto presentes no livro O fio das missangas (2009) com o intuito de identificarmos e problematizarmos tra\u00e7os da rela\u00e7\u00e3o tradi\u00e7\u00e3o e modernidade, assim como a apresentada por autores como Oct\u00e1vio Paz e Antonie Compagnon, mas que se revela insuficiente para a leitura de Mia Couto. Acerca da compreens\u00e3o dos termos tradi\u00e7\u00e3o e modernidade, Oct\u00e1vio Paz em Os filhos do barro fala que o moderno \u00e9 \u201cUma tradi\u00e7\u00e3o feita de interrup\u00e7\u00f5es e na qual cada ruptura \u00e9 um come\u00e7o.\u201d (Paz 2013, p.15). Em O fio das missangas, os contos est\u00e3o recheados de temas como o patriarcalismo, a valoriza\u00e7\u00e3o dos ancestrais, a opress\u00e3o contra a mulher, entre outros, s\u00e3o pessoas e situa\u00e7\u00f5es comuns na cultura mo\u00e7ambicana, um campo em transi\u00e7\u00e3o, haja vista, as constantes tens\u00f5es oriundas da rela\u00e7\u00e3o tradi\u00e7\u00e3o e modernidade, um permanente gerar de identidades e rupturas nos quais observamos mulheres que enfrentam o que as oprimem e as silenciam, s\u00e3o essas personagens o foco da nossa pesquisa. Antonie Compagnon em Os cinco paradoxos da modernidade (2010) corrobora com o entendimento de Oct\u00e1vio Paz no que se refere \u00e0 modernidade enquanto uma tradi\u00e7\u00e3o de rupturas, e discorre sobre uma modernidade marcada por paradoxos. Paradoxos presentes nos contos trabalhados e nos quais observamos mulheres que assumem o controle do seu pr\u00f3prio destino, mulheres que s\u00e3o protagonistas n\u00e3o apenas das narrativas analisadas, mas, sobretudo, protagonistas das suas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Vozes femininas, Protagonismo, Mia Couto.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Mylena de Lima Queiroz [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nTRANSFRONTEIRA NA OBRA DE GUIMAR\u00c3ES ROSA:<br \/>\nDA EUROPA PARA-A-GUERRA DAS CR\u00d4NICAS AO SERT\u00c3O MUNDO<\/p>\n<p>Mylena de Lima Queiroz (doutoranda UEPB)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Antonio Carlos de Melo Magalh\u00e3es<\/p>\n<p>Considerado o \u00fanico literato brasileiro que escreveu um di\u00e1rio sobre a experi\u00eancia na Alemanha nazista, esta fa\u00e7anha de Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa \u00e9 pouco evidenciada pela sua vasta fortuna cr\u00edtica, ainda que tenha lhe rendido um dossi\u00ea da Gestapo sobre suas atividades e um confinamento pelo governo alem\u00e3o de tr\u00eas meses em Baden Baden. Reuni\u00e3o p\u00f3stuma de textos escritos em diversos per\u00edodos, sendo muitos assinados com datas entre os anos em que foi c\u00f4nsul-adjunto em Hamburgo (1938-1942), Ave, Palavra apresenta cr\u00f4nicas que trazem \u00e0 tona conhecidos de Guimar\u00e3es na Embaixada e al\u00e9m dela, como s\u00e3o os casos do transfronteira repatriado Z\u00e9 Osvaldo, em Homem, Intentada Viagem, e de Frau Madsen, em O Mau Humor de Wotan, jovem cuja simpatia por Hitler era \u201crom\u00e2ntica\u201d e \u201cimprudente\u201d. Dita a obra m\u00e1xima do autor, Grande Sert\u00e3o: Veredas (1956) n\u00e3o apresenta um sert\u00e3o seco de um homem s\u00f3: n\u00e3o apenas h\u00e1 mais de quatrocentas localidades, entre rios, riachos, ribeir\u00f5es e lagos, como tem sido lido pela cr\u00edtica contempor\u00e2nea como uma babel sertaneja, considerando a presen\u00e7a de estrangeiros na narrativa, e como um sert\u00e3o de fronteira transnacional &#8211; o que se alia \u00e0 perspectiva de Silviano Santiago de que a fortuna cr\u00edtica cl\u00e1ssica da obra acabou por domesticar o monstro que \u00e9 o romance de Rosa, ao relacion\u00e1-lo ao Sert\u00e3o euclidiano. Isto posto, utilizando o termo criado por Rosa para explicitar o caso do imigrante Z\u00e9 Osvaldo, propomo-nos a analisar essas transfronteiras na obra rosiana, sendo basilares as contribui\u00e7\u00f5es de Scarpelli (2000), Eneida Maria de Souza (2002), Helo\u00edsa Vilhena de Ara\u00fajo (2007), Jaime Ginzburg (2009), Aline \u00c1vila (2017) e Santiago (2017), para citar apenas estes.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Literatura transfronteira; Cr\u00f4nicas; Guimar\u00e3es Rosa.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Jana\u00edna Oliveira Diniz [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nO SAGRADO E A VOZ FEMININA NA LITERATURA M\u00cdSTICA DE MARGUERITE PORETE<\/p>\n<p>Jana\u00edna Oliveira Diniz (mestranda PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Maria Simone Marinho Nogueira<\/p>\n<p>Neste trabalho se tem o prop\u00f3sito de realizar uma investiga\u00e7\u00e3o acerca da atua\u00e7\u00e3o da mulher no per\u00edodo medieval, destacando quest\u00f5es referentes \u00e0 espiritualidade, intelectualidade\/literatura e \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de poder entre a Igreja, a m\u00edstica feminina e o movimento das beguinas, que ir\u00e1 compor o cen\u00e1rio hist\u00f3rico necess\u00e1rio para an\u00e1lise da obra O Espelho das Almas Simples e aniquiladas e que permanecem somente na vontade e no desejo do Amor, da autora francesa Marguerite Porete \u2014 escrita em forma de di\u00e1logo \u2014 que permeia sua hist\u00f3ria com base na conversa\u00e7\u00e3o das personagens principais, Alma e Amor, tendo como antagonista a Raz\u00e3o. Deste modo, mesmo sem perder de foco o contexto do livro poretiano, procura-se examinar O Espelho por meio de uma \u00f3tica contempor\u00e2nea, tendo como hip\u00f3tese a ideia de que o texto em an\u00e1lise pode ser compreendido como obra de autofic\u00e7\u00e3o\/escrita de si e, para tanto, resgata-se tra\u00e7os da mem\u00f3ria da sua autora com o intuito de identificar quest\u00f5es subjetivas no tocante \u00e0 escrita e \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da mulher em seu contexto intelectual, religioso e social. Para a isso, \u00e9 necess\u00e1rio, ainda, adentrar em quest\u00f5es referentes \u00e0 literatura cort\u00eas \u2014 base liter\u00e1ria da obra pesquisada \u2014verificando seus princ\u00edpios e sua estrutura na composi\u00e7\u00e3o das cantigas de amor, com a perspectiva de realizar uma an\u00e1lise comparativa da estrutura formal do texto principal com a literatura cort\u00eas, identificando suas semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as por meio dos conceitos de morte \u2014 contidos na literatura cort\u00eas \u2014 e de aniquilamento, tem\u00e1tica presente na obra poretiana. Ao se destacar o conceito de aniquilamento como parte fundamental de O Espelho de Marguerite Porete, chama-se aten\u00e7\u00e3o para a personagem Alma, ressaltando, assim, a presen\u00e7a do sagrado feminino\/mulher por meio da uni\u00e3o entre aquela e o Amor. Para tanto, as principais refer\u00eancias te\u00f3ricas ser\u00e3o CERTEAU (2015), FOUCAULT (1992), KLINGER (2007), MCGINN (2017), R\u00c9GNIER-BOHLER (1990).<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Marguerite Porete. Aniquilamento. Sagrado. Feminino. Amor Cort\u00eas.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Giovane Alves de Souza [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nRELA\u00c7\u00d5ES DE PODER NO MATRIM\u00d4NIO EM CONTOS DE LITERATURA ESTADUNIDENSE<\/p>\n<p>Giovane Alves de Souza (mestrando PPGLI\/UEPB-CAPES)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Maria Simone Marinho Nogueira<\/p>\n<p>Ao longo da Hist\u00f3ria, a institui\u00e7\u00e3o do casamento tem sido fonte cont\u00ednua de inspira\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o de narrativas liter\u00e1rias. V\u00e1rios escritores e escritoras, como Jane Austen, por exemplo, tornaram-se conhecidos por trabalhos que tratam do tema. H\u00e1 de se notar, por\u00e9m, que muitos desses textos abordam o casamento como o fim da trama, como algo a ser almejado e que fosse, indubitavelmente, garantir a felicidade eterna \u00e0s personagens da obra. Contudo, com a mudan\u00e7a das perspectivas em volta do tema, a perfei\u00e7\u00e3o atribu\u00edda \u00e0 institui\u00e7\u00e3o pelo Romantismo foi problematizada e, com o tempo, um tom mais realista emergiu, trazendo o casamento n\u00e3o como fim da trama, mas como o in\u00edcio dos problemas a serem enfrentados pelas personagens da narrativa. Levando em conta essa nova configura\u00e7\u00e3o, o objetivo da nossa pesquisa \u00e9 tratar das rela\u00e7\u00f5es de poder entre marido e mulher dentro da institui\u00e7\u00e3o do casamento em tr\u00eas contos da literatura estadunidense, sendo eles The Yellow Wallpaper (1892), de Charlotte Perkins Gilman, The Story of an Hour (1894), de Kate Chopin, e Sweat (1926), de Zora Neale Hurston. Em nossa an\u00e1lise daremos aten\u00e7\u00e3o \u00e0s particularidades das opress\u00f5es sofridas por cada uma das protagonistas e as maneiras pelas quais elas tentaram se libertar de tais opress\u00f5es. Chamamos aten\u00e7\u00e3o para o fato de estarmos lidando com tr\u00eas mulheres escritoras, logo, suas narrativas s\u00e3o constru\u00eddas com base nas rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e \u00e9 preciso ainda atentar para outros fatores em perspectiva nos textos liter\u00e1rios, tais como ra\u00e7a e classe, por exemplo. Para isto, utilizaremos das considera\u00e7\u00f5es te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas de \u00c2ngela Davis (1981), Michel Foucault (2007), Judith Butler (2016), Simone de Beauvoir (2016) dentre outros.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Matrim\u00f4nio; literatura estadunidense; feminino; poder.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Tainah Palmeira Rocha [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nUMA REFLEX\u00c3O METALINGU\u00cdSTICA ATRAV\u00c9S DOS HAIKAIS NA PO\u00c9TICA DE ALICE RUIZ<\/p>\n<p>Tainah Palmeira Rocha (mestranda PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Maria Simone Marinho Nogueira<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o metalingu\u00edstica \u00e9 uma tem\u00e1tica incessante na literatura, sobretudo nos dom\u00ednios da poesia. Atrav\u00e9s de suas nuances, podemos ter acesso ao modo como o(a) autor(a) compreende e operacionaliza o fazer po\u00e9tico, aponta suas dificuldades de express\u00e3o e dialoga com outros escritores, dentre outros aspectos. No que diz respeito especificamente \u00e0 poesia metalingu\u00edstica produzida por mulheres, no \u00e2mbito da literatura nacional, tal escrita somente obteve reconhecimento a partir do s\u00e9culo XX, tratando-se, portanto, de um acontecimento liter\u00e1rio recente. Nesta perspectiva, restringindo ainda mais o campo de nossas observa\u00e7\u00f5es, a presen\u00e7a de uma poetisa brasileira que confere \u00e0 sua escritura o teor da metalinguagem associado a uma forma po\u00e9tica tradicional japonesa, o haikai, constitui fen\u00f4meno n\u00e3o apenas recente, sen\u00e3o \u00fanico. Dessa forma, o objetivo geral dessa pesquisa \u00e9 investigar o que h\u00e1 de peculiar no fazer po\u00e9tico de Alice Ruiz (1980-2012), atrav\u00e9s de seus haikais metalingu\u00edsticos, dando \u00eanfase ao modo como se configura, no poema, o conceito de poesia e a din\u00e2mica do processo criativo. O grande desafio por tr\u00e1s da investiga\u00e7\u00e3o constitui-se no exame do manejo do discurso e da din\u00e2mica da metalinguagem, a partir do ponto de vista de uma autora reconhecida e experiente, considerando, ainda, o car\u00e1ter de complexidade de uma forma po\u00e9tica pouco conhecida e utilizada na literatura brasileira, que prima, em seu conte\u00fado, pela profunda dimens\u00e3o filos\u00f3fica e pela s\u00edntese \u201cradical\u201d, em sua composi\u00e7\u00e3o. Nossas abordagens te\u00f3rico-cr\u00edticas apoiam-se, a priori, nas reflex\u00f5es de Jakobson (1971), Chalhub (1987), Bosi (2000), Mois\u00e9s (2008, 2012), ao tratar sobre os estudos da metalinguagem e da metapoesia; nas orienta\u00e7\u00f5es de Candido (1996), para o estudo anal\u00edtico do poema, n\u00e3o adstrito ao mero levantamento dos recursos expressivos estruturais, mas abrangendo a reflex\u00e3o acerca das possibilidades de sentido que suscitam a composi\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, na dimens\u00e3o do conte\u00fado; por fim, nas pondera\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria Alice Ruiz, que nos fornece uma ampla compreens\u00e3o para o estudo de seu processo de cria\u00e7\u00e3o e da forma po\u00e9tica haikai, a qual reflete quase que perfeitamente na superf\u00edcie textual a rela\u00e7\u00e3o conflituosa entre dizer(-se), dizendo da poesia, suprimindo-se e simultaneamente propondo-se atrav\u00e9s um canal comum a tarefas aparentemente t\u00e3o d\u00edspares: a linguagem po\u00e9tica.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Alice Ruiz, Metalinguagem, Haikais Metalingu\u00edsticos, Poesia Contempor\u00e2nea, L\u00edrica Feminina.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]Leandro de Sousa Almeida [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nINES&amp;NOS: UMA APLICA\u00c7\u00c3O DO M\u00c9TODO LERATOS NA FORMA\u00c7\u00c3O DE UMA COMUNIDADE ATIVA DE PROFESSORES LEITORES DO MITO DE IN\u00caS DE CASTRO<\/p>\n<p>Leandro de Sousa Almeida (mestrando PPGLI\/UEPB-CAPES)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Val\u00e9ria Andrade<br \/>\nCo-orientador: Prof. Dr. Marcelo Alves de Barros<\/p>\n<p>A pesquisa tem como objetivo geral investigar os impactos da aplica\u00e7\u00e3o In\u00eas&amp;N\u00f3s do m\u00e9todo LerAtos de forma\u00e7\u00e3o de leitores na constru\u00e7\u00e3o de uma Comunidade Ativa de Professores Leitores de literaturas inspiradas na figura hist\u00f3rico-m\u00edtica de In\u00eas de Castro, por meio de plataforma tecnol\u00f3gica com recursos de ubiquidade, multimiadialidade e interculturalidade. A pesquisa se realizar\u00e1 mediante a aplica\u00e7\u00e3o de um ciclo de quatro Oficinas de Cria\u00e7\u00e3o de Textos Multimodais Performativos inspirados no mito inesiano, envolvendo professores em forma\u00e7\u00e3o em uma turma da Licenciatura Interdisciplinar em Educa\u00e7\u00e3o do Campo (LECAMPO), do Centro de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Semi\u00e1rido (CDSA), da UFCG. As oficinas compreendem as etapas de Sonha\u00e7\u00e3o, Frui\u00e7\u00e3o, Cria\u00e7\u00e3o e Doa\u00e7\u00e3o presentes no m\u00e9todo, as quais ser\u00e3o realizadas durante o Est\u00e1gio em Doc\u00eancia do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Ao final, pretende-se elaborar um Guia de Boas Pr\u00e1ticas para personalizar o m\u00e9todo LerAtos, constituindo-se enquanto produto da pesquisa, no qual ser\u00e1 publicado formalmente os resultados obtidos e disponibilizados a institui\u00e7\u00f5es educativas. O estudo promove uma discuss\u00e3o sobre forma\u00e7\u00e3o de comunidades leitoras ub\u00edquas, multimidi\u00e1ticas e interculturais da literatura inesiana, partindo, inicialmente, da interlocu\u00e7\u00e3o luso-brasileira mediante uma experi\u00eancia gamificada de leitura perform\u00e1tica e de transcria\u00e7\u00e3o do mito inesiano, apoiando uma perspectiva inovadora do ensino de literatura, fundamentada no multiletramento e na escrita criativo-performativa. Tem-se como referencial te\u00f3rico os estudos sobre comunidade leitora ub\u00edqua (BARROS e ANDRADE, 2018; ANDRADE, 2019), multiletramento intermidi\u00e1tico (ROJO e MOURA, 2019), gamifica\u00e7\u00e3o (MCGONIGAL, 2012) e adapta\u00e7\u00e3o (HUTCHEON, 2006).<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: In\u00eas de Castro, M\u00e9todo LerAtos, Comunidade Leitora, Literatura Inesiana, Forma\u00e7\u00e3o de Leitores.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]Rafael Barros de Sousa[\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nO DESPERTAR DE NOVOS LEITORES-AUTORES PELA MEDIA\u00c7\u00c3O DO MITO DE IN\u00caS DE CASTRO EM FOLHETOS DE CORDEL PARA ESCUTAR: ENCANTAMENTO TECNOL\u00d3GICO E DI\u00c1LOGO INTERCULTURAL<\/p>\n<p>Rafael Barros de Sousa (mestrando PPGLI\/UEPB-CAPES)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Val\u00e9ria Andrade<br \/>\nCo-orientador: Prof. Dr. Marcelo Alves de Barros<\/p>\n<p>O objetivo geral da pesquisa \u00e9 investigar os impactos da aplica\u00e7\u00e3o In\u00eas&amp;N\u00f3s do m\u00e9todo LerAtos de forma\u00e7\u00e3o de leitores na constru\u00e7\u00e3o de uma Comunidade Ativa Leitores de literaturas inspiradas na figura hist\u00f3rico-m\u00edtica de In\u00eas de Castro, por meio de uma plataforma tecnol\u00f3gica com recursos de ubiquidade, multimiadialidade e interculturalidade, na qual, mediante adapta\u00e7\u00e3o do folheto de cordel Hist\u00f3ria de In\u00eas de Castro, a dama lourinha que depois de morta virou rainha, de F\u00e1bio Sombra, ser\u00e3o produzidos livros sonoros com vistas a promover a capacidade de um leitor de tornar-se um leitor-autor. A pesquisa \u00e9 conduzida mediante a aplica\u00e7\u00e3o de um ciclo de quatro Oficinas de Cria\u00e7\u00e3o de Textos Multimodais Performativos inspirados no mito inesiano, envolvendo estudantes do \u00faltimo ano do n\u00edvel Secund\u00e1rio do Agrupamento de Escolas de Valongo, em Portugal, e dos anos iniciais da Licenciatura Interdisciplinar em Educa\u00e7\u00e3o do Campo, da UFCG, Campus de Sum\u00e9, no Brasil. As oficinas compreendem as etapas de Sonha\u00e7\u00e3o, Frui\u00e7\u00e3o, Cria\u00e7\u00e3o e Doa\u00e7\u00e3o presentes no m\u00e9todo, al\u00e9m da realiza\u00e7\u00e3o do Festival Intercultural de Leituras In\u00eas&amp;N\u00f3s. Ao final, pretende-se elaborar um Guia de Boas Pr\u00e1ticas para personalizar o m\u00e9todo LerAtos de adapta\u00e7\u00e3o para projetos de comunica\u00e7\u00e3o inclusiva na escola, no qual ser\u00e3o publicados formalmente os resultados obtidos e disponibilizados a institui\u00e7\u00f5es educativas. O estudo promove uma discuss\u00e3o sobre forma\u00e7\u00e3o de comunidades leitoras ub\u00edquas, multimidi\u00e1ticas e interculturais da literatura inesiana, partindo, inicialmente, da interlocu\u00e7\u00e3o luso-brasileira mediante uma experi\u00eancia gamificada de leitura perform\u00e1tica e de transcria\u00e7\u00e3o do mito inesiano, apoiando uma perspectiva inovadora do ensino de literatura, fundamentada no multiletramento e na escrita criativo-performativa. Tem-se como referencial te\u00f3rico os estudos sobre comunidade leitora ub\u00edqua (ANDRADE, 2019; BARROS e ANDRADE, 2018), gamifica\u00e7\u00e3o (MCGONIGAL, 2012), adapta\u00e7\u00e3o (HUTCHEON, 2006) e intermidialidade e estudos interartes (DINIZ, 2013).<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: M\u00e9todo LerAtos, Comunidade Leitora, Literatura Inesiana, Forma\u00e7\u00e3o de Leitores, Livro sonoro.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<\/p>\n<p>[\/wptabs]<\/p>\n<p><strong>Mesa de Egressos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dia 10\/03\/2020 \u2013 16h \u00e0s 18h30<\/strong><\/p>\n<p>[wptabs mode=&#8221;horizontal&#8221; type=&#8221;accordion&#8221;]<\/p>\n<p>[wptabtitle]\u00a0Deyseane Pereira dos Santos Ara\u00fajo[\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nRECONFIGURA\u00c7\u00d5ES E METAMORFOSES DO FAZER LITER\u00c1RIO NA ERA DIGITAL<\/p>\n<p>Deyseane Pereira dos Santos Ara\u00fajo (doutorado PPGLI\/UEPB)<\/p>\n<p>Os novos estatutos da literatura na cultura digital acarretam mudan\u00e7as significativas na produ\u00e7\u00e3o, na recep\u00e7\u00e3o e na circula\u00e7\u00e3o do \u201ctexto liter\u00e1rio\u201d, inclusive em sua configura\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica. Dito de outra forma, a literatura, no contexto da Videosfera (DEBRAY, 1993a), mediada por m\u00e1quinas tecnol\u00f3gicas (GUATARRI,1992\/2012), p\u00f5e em evid\u00eancia uma complexa rela\u00e7\u00e3o processual, de consider\u00e1vel relev\u00e2ncia, que aponta para al\u00e9m de uma simples intera\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, de complementaridade corporal. H\u00e1, nesta rela\u00e7\u00e3o, uma nova percep\u00e7\u00e3o do que seja literatura, ou, de forma mais espec\u00edfica, uma (re)configura\u00e7\u00e3o da no\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica de fic\u00e7\u00e3o narrativa (ainda liter\u00e1ria?) \u00e0 luz da evolu\u00e7\u00e3o das novas m\u00eddias, e, de modo especial, da emerg\u00eancia suscitada pela ind\u00fastria videol\u00fadica (TEIXEIRA,2013). Diante disso, as reflex\u00f5es aqui tecidas sobre a reconfigura\u00e7\u00e3o do fazer liter\u00e1rio no contexto nos novos suportes, em especial no contexto dos videojogos, n\u00e3o pretende, de todo modo, analisar a pr\u00f3pria possibilidade ou n\u00e3o de defini\u00e7\u00e3o do que \u00e9 literatura. Evitamos, de certo modo, esse campo minado, e nos voltamos para reflex\u00f5es, como feitas por Teixeira (2013), que tentem responder os seguintes questionamentos: Ser\u00e1 que a modifica\u00e7\u00e3o da materialidade do suporte livro para o ecr\u00e3 do computador suscitou uma (im)possibilidade de se falar de fic\u00e7\u00e3o narrativa e de literatura nesses suportes? A virtualiza\u00e7\u00e3o do conte\u00fado narrativo feito de uma forma diversa da do suporte livro nos videojogos mant\u00e9m ou altera o que se entende por Literatura? E como se d\u00e1 o processo de leitura e escritura mediadas por essas m\u00e1quinas territorializadas (GUATARRI, 1992\/2005)? S\u00e3o essas as quest\u00f5es que tentamos responder em nossa pesquisa.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: literatura, fic\u00e7\u00e3o narrativa, videojogo.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Andr\u00e9 Angelo de Medeiros Araujo [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nO EFEITO DO REAL NOS CONTEXTOS DO &#8211; INTER DA TRILOGIA A SAGA DOS BRUTOS DE ANA PAULA MAIA.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Angelo de Medeiros Araujo (mestrado PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Luciano Barbosa Justino<\/p>\n<p>Iniciamos nossas proposi\u00e7\u00f5es partindo de aprecia\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas as quais orbitaram em torno da escrita e sua rela\u00e7\u00e3o com a fotografia a partir de Benjamin, (esse tamb\u00e9m se deteve sobre a literatura realista) visando dar vaz\u00e3o a outros discursos que possam dialogar com o que se tem discutido no geral sobre a teoria barthesiana o efeito do real, e, mais restritamente, ao efeito do real no realismo contempor\u00e2neo em seu agenciamento com as refer\u00eancias intermidi\u00e1ticas, concebidas a partir do que temos em Irina Rajewsky (2012), ao tratar desta que seria uma terceira subcategoria da intermidialidade. Portanto, partindo do pensamento sobre a aproxima\u00e7\u00e3o entre o verbal e o visual, discutidos por T\u00e2nia Pellegrini, destacamos algo espec\u00edfico debatendo a cultura das m\u00eddias em suas rela\u00e7\u00f5es dial\u00f3gicas presentes na obra A saga dos Brutos (2009) de Ana Paula Maia: as refer\u00eancias intermidi\u00e1ticas aparecem na obra como efeito do real midi\u00e1tico, logo s\u00e3o elas que atrav\u00e9s de um escrita perform\u00e1tica sustentam a tend\u00eancia do realismo indexical (SCHOLLHAMMER, 2013) e seus desdobramentos perform\u00e1ticos nos contextos do \u2013inter. Notadamente, a finalidade da leitura intercultural \u00e9 desestabilizar a ideia fixa do que seria o efeito do real no realismo a partir do di\u00e1logo com a cr\u00edtica cultural; desloc\u00e1-lo de sua posi\u00e7\u00e3o de centralidade calcada na est\u00e9tica colonialista euroc\u00eantrica, pens\u00e1-lo-emos segundo uma dobra deleuzena. Por isso, partindo de uma leitura na qual o fil\u00f3sofo veio debater uma s\u00e9rie de processos de subjetiva\u00e7\u00e3o, logo viemos a promover uma discuss\u00e3o comparada sobre o realismo contempor\u00e2neo brasileiro e o realismo em outras culturas marcadas por um tra\u00e7o animista enquanto levante anti-imperialista. O levante da est\u00e9tica animista contra o saber disciplinar ocidental instiga dirigir nossa reflex\u00e3o para pensar o que vem a ser o efeito do real dentro do circuito mundial (polic\u00eantrico) da literatura, defendendo que uma leitura intercultural do efeito do real sucinta incorporar uma desobedi\u00eancia epist\u00eamica como op\u00e7\u00e3o descolonial (MIGNOLO, 2008).<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Realismo, Efeito do Real, Intermidialidade, Interculturalidade.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Prof. Dr. S\u00edlvio S\u00e9rgio Oliveira Rodrigues [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nIMPACTOS DO PROGRAMA DE MESTRADO DA UEPB NA MINHA VIDA PROFISSIONAL<\/p>\n<p>Prof. Dr. S\u00edlvio S\u00e9rgio Oliveira Rodrigues,<br \/>\nProfessor de L\u00edngua Portuguesa e Literatura do IFPB<br \/>\nSupervisor bolsista da CAPES \u2013 PIBID (UFPB)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Luciano Barbosa Justino<\/p>\n<p>Esse resumo consiste em trazer os impactos na minha vida profissional, oriundos dos estudos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o feitos atrav\u00e9s do Programa Mestrado em Literatura e Interculturalidade (MLI) da Universidade Estadual da Para\u00edba, entre os anos de 2007 e 2009, que teve como orientador o professor Dr. Luciano Barbosa Justino, com a disserta\u00e7\u00e3o intitulada Manguebeat, interdiscurso e intersemiose: uma resposta do contempor\u00e2neo ao p\u00f3s-moderno. Ap\u00f3s terminado o curso de mestrado, j\u00e1 ingressado no IFPB como professor efetivo, passei a executar pesquisas na \u00e1rea de Literatura Contempor\u00e2nea e Po\u00e9ticas Urbanas, tendo sido coordenador de 5 projetos de pesquisa envolvendo literatura, m\u00fasica e cultura, al\u00e9m de v\u00e1rios cursos de extens\u00e3o para a comunidade de Cabedelo, voltados para os estudos na \u00e1rea de literatura e cultura. Em 2011, fui aprovado na sele\u00e7\u00e3o de doutorado da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Interdisciplinar em Ci\u00eancias Humanas \u2013 PPGICH \u2013 tendo defendido minha tese em 2015, sob a orienta\u00e7\u00e3o do professor Dr. Selvino Jos\u00e9 Assmann (in memoriam), intitulada Manguebeat, uma po\u00e9tica de fluxos. A possibilidade de ingressar no doutorado da UFSC s\u00f3 foi poss\u00edvel devido \u00e0 linha de pesquisa que eu tinha feito durante o mestrado, sendo a mesma voltada para a \u00e1rea de interculturalidade e interdisciplinaridade. Atualmente, continuo aplicando meus conhecimentos adquiridos no programa MLI na sala de aula, sempre voltados para uma discuss\u00e3o interdisciplinar e multicultural com meus alunos, despertando nos mesmos o interesse pelo desenvolvimento de trabalhos ligados \u00e0 cultura de massa, movimentos populares e culturais perif\u00e9ricos, como \u00e9 o caso da dan\u00e7a de rua, grafite, hip hop, trabalhos artesanais com marisqueiras, al\u00e9m de participar de Projetos Integradores, no Campus onde atuo como professor, em parceria com colegas da \u00e1rea tecnol\u00f3gica nos Cursos Integrados em Meio Ambiente, Recursos Pesqueiros e Multim\u00eddia.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Andreia de Lima Andrade [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nDO DOMIN\u00d3 \u00c0S M\u00c1SCARAS: O JOGO AUTOFICCIONAL NA CONT\u00cdSTICA FLORBELIANA<\/p>\n<p>Andreia de Lima Andrade (doutorado PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Francisca Zuleide Duarte de Souza<\/p>\n<p>A tese defendida em junho de 2019, discute e analisa a obra cont\u00edstica de Florbela Espanca pelo vi\u00e9s das escritas de si, com reflex\u00f5es subsidiadas por cr\u00edticos como Philippe Lejeune (2008) (2013) (2014), Doubrovsky (2014), Colonna (2004) (2014), S\u00e9bastien Hubier (2003), dentre outros. Pareceu-me \u00fatil, para o estudo da prosa florbeliana, usar o conceito de autofic\u00e7\u00e3o. A pesquisa demonstra como a poetisa alentejana transforma os acontecimentos de sua vida em fic\u00e7\u00e3o, sendo capaz de atuar como atriz do seu pr\u00f3prio espet\u00e1culo, num jogo liter\u00e1rio que ora revela, ora disfar\u00e7a a dor, e n\u00e3o descarta a \u201cparticipa\u00e7\u00e3o\u201d do leitor na (re)constru\u00e7\u00e3o dos sentidos. A leitura centra-se nos contos: \u201cMulher de Perdi\u00e7\u00e3o\u201d, \u201c\u00c0 Margem dum Soneto\u201d, \u201cO Domin\u00f3 Preto\u201d, \u201cAmor de Outrora\u201d, presentes em O Domin\u00f3 Preto e \u201cO Aviador\u201d, \u201cA Morta\u201d, \u201cOs Mortos n\u00e3o Voltam\u201d, \u201cO Resto \u00e9 Perfume\u201d, \u201cO Inventor\u201d, de As M\u00e1scaras do Destino. Estrategicamente, retomo a no\u00e7\u00e3o de \u201cLiteratura Viva\u201d, defendida pelo Grupo da revista Presen\u00e7a. Para Jos\u00e9 R\u00e9gio, um dos fundadores e diretores do aludido peri\u00f3dico, \u201ca arte \u00e9 a express\u00e3o, sugest\u00e3o, ou representa\u00e7\u00e3o do mundo (interior e exterior) atrav\u00e9s dum temperamento pr\u00f3prio, dum conhecimento pessoal, duma alma individualizada\u201d. A metodologia de investiga\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de fundamentar-se nos j\u00e1 mencionados cr\u00edticos que refletem sobre a autobiografia e autofic\u00e7\u00e3o, baseia-se em textos te\u00f3ricos sobre autor\/narrador, autor impl\u00edcito, de Wayne Booth (1980), Maria L\u00facia Dal Farra (1978), Roland Barthes (1975). Para al\u00e9m dos conceitos aqui mencionados, desenhei uma cartografia autoficcional de Florbela Espanca, evidenciando as m\u00faltiplas faces da poetisa calipolense.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Florbela Espanca. Escritas de si. Autofic\u00e7\u00e3o. Autor Impl\u00edcito<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]Elisabete Borges Agra[\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nUMA ABORDAGEM N\u00c3O CONVENCIONAL NAS AULAS DE LITERATURA<\/p>\n<p>Elisabete Borges Agra (UFPB \/ doutorado PPGLI\/UEPB)<\/p>\n<p>Nossa preocupa\u00e7\u00e3o com o m\u00e9todo de ensino nas aulas de literatura surgiu a partir dos processos de intera\u00e7\u00e3o durante as disciplinas de Mestrado e Doutorado do PPGLI. A partir do princ\u00edpio que o conceito de literatura \u00e9 tradicionalmente baseado no texto, sentimos a necessidade de na pr\u00e1tica redimensionar esse conceito para entrar com algo que define o texto para comentar o seu pr\u00f3prio diagn\u00f3stico. Dessa forma, procuramos n\u00e3o nos envolver com a textualidade, sendo contra a mem\u00f3ria, e a favor da experi\u00eancia, da hist\u00f3ria e do procedimento. Partimos daquilo que denominamos de constru\u00e7\u00e3o do real, e como a experi\u00eancia de mundo do leitor escolar transborda este real do desenvolvimento e fundamento da literatura. Abrimos a leitura no decorrer de nossa pr\u00e1tica para al\u00e9m do texto, envolvendo a experi\u00eancia, que \u00e9 intermedial, interdisciplinar e intercultural. A referida pr\u00e1tica por n\u00f3s adotada prova que a falha n\u00e3o \u00e9 a falta de leitura, mas um problema de um conceito de literatura como pr\u00e1tica humana, centrada no texto, que n\u00e3o d\u00e1 conta de uma realidade de leitura plural, o que torna a quest\u00e3o textual do liter\u00e1rio, da literatura, algo secund\u00e1rio. Essa experi\u00eancia resultou em um projeto realizado no Estado da Para\u00edba em parceria com a UEPB, IFSPE E UFPB, e somente foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao apoio a pesquisa extensa e dial\u00f3gica, acompanhado por alguns docentes do PPGLI. Em sala de aula do Ensino M\u00e9dio, aplicando conceitos refletidos nas aulas da P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o, tivemos como base te\u00f3rica as discuss\u00f5es de intermidialidade (Debray), de interdisciplinaridade (Barthes), interculturalidade (Barbero, Mbembe, Guattari, Deleuze, Derrida), entre outros.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Literatura. Ensino. Interculturalidade. Intermidialidade. Interdisciplinaridade.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Izabel Cristina Oliveira Martins [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nINS\u00cdLIOS E GUERRAS EM PO\u00c9TICAS FEMININAS<\/p>\n<p>Izabel Cristina Oliveira Martins (doutorado PPGLI\/UEPB)<\/p>\n<p>A guerra \u00e9 viv\u00eancia marcante e tema largamente registrado pelas literaturas africanas. N\u00e3o podia ser diferente, considerando que as chagas decorrentes dos in\u00fameros conflitos civis ocorridos no continente ainda encontram-se abertas. No que diz respeito \u00e0 produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de escritoras africanas que abordam a tem\u00e1tica, muito se d\u00e1 prioridade ao protagonismo feminino, destoando da partitura hist\u00f3rica tradicional que imp\u00f5e \u00e0 mulher apenas o papel de figurante. Desse modo, o romance africano produzido por autoras descarta a ideia de que as grandes guerras tenham sido empreendimentos exclusivamente masculinos e volta seu olhar para a periferia dos conflitos armados e de l\u00e1 desoculta as mulheres que precisaram ficar em casa, na chamada home front, como lembra Margarida Calafete Ribeiro, as que tiveram de abandonar sua terra natal e acompanharam os maridos, as que foram v\u00edtimas de viola\u00e7\u00f5es, as que em \u201cins\u00edlio\u201d tiveram que perambular por seus pa\u00edses sem perspectivas de retorno \u00e0 comunidade natal e tantas outras que, em situa\u00e7\u00f5es b\u00e9licas, foram invisibilizadas. Tematizar e problematizar a narra\u00e7\u00e3o dos sofrimentos das mulheres t\u00eam sido uma constante em narrativas de escritoras que contextualizam a experi\u00eancia traum\u00e1tica da guerra, no entanto, sem enquadrar o sujeito feminino como v\u00edtimas improdutivas e sem negligenciar sua import\u00e2ncia social e pol\u00edtica, entendendo que o sucesso e a transforma\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o dependem da participa\u00e7\u00e3o de todos, de homens e mulheres, assim como acreditavam algumas lideran\u00e7as pol\u00edticas, a exemplo do guineense Am\u00edlcar Cabral. Considerando o exposto, o artigo trata das narrativas A mulher de p\u00e9s descal\u00e7os, da escritora ruandense Scholastique Mukazonga, e Guerreiras da paz, da liberiana Leymah Gbowee, chamando a aten\u00e7\u00e3o para a situa\u00e7\u00e3o insiliar das personagens femininas e, sobretudo, destacando o modo como estas obras quebram o estere\u00f3tipo de mulheres como v\u00edtimas passivas da guerra. A metodologia de investiga\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de fundamentar-se nos estudos de Seligmann-Silva; Ginzburg; Hardman (2012) que se voltam para as \u201cescritas da viol\u00eancia\u201d, baseia-se em estudos que operam com a defini\u00e7\u00e3o de ins\u00edlio (VOLPE, 2005) e em trabalhos que tratam da mulher no contexto da guerra no continente africano, a exemplo de Ribeiro (2007), dentre outros.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Guerra; Ins\u00edlio; Mulher; Literatura Africana.<br \/>\n[\/wptabcontent]<br \/>\n[\/wptabs]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mesa de Discentes<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dia 11\/03\/2020 \u2013 09h \u00e0s 11h30<\/strong><\/p>\n<p>[wptabs mode=&#8221;horizontal&#8221; type=&#8221;accordion&#8221;]<\/p>\n<p>[wptabtitle]\u00a0Jos\u00e9 Aldo Ribeiro da Silva [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\n&#8220;ENRAIZERR\u00c2NCIAS&#8221;: PROCESSOS DE IDENTIFICA\u00c7\u00c3O CULTURAL EM ABDULAI SILA<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Aldo Ribeiro da Silva (doutorando PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Francisca Zuleide Duarte de Souza<\/p>\n<p>Abdulai Sila, primeiro romancista da Guin\u00e9-Bissau, \u00e9 um escritor cujo recente legado dialoga intensamente com a hist\u00f3ria de seu pa\u00eds. Seus escritos, seguindo uma tend\u00eancia liter\u00e1ria que vem ganhando for\u00e7a nas \u00faltimas d\u00e9cadas, revisitam marcos hist\u00f3ricos determinantes na trajet\u00f3ria de seu povo, colocando no centro do territ\u00f3rio ficcional as experi\u00eancias de grupos humanos para os quais as rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o e poder circunscreveram as margens da sociedade. O territ\u00f3rio da Guin\u00e9-Bissau, como ressalta Moema Augel (2007: 53), foi inicialmente aproveitado pelos portugueses como um emp\u00f3rio comercial e n\u00e3o como uma col\u00f4nia de assentamento. Essa situa\u00e7\u00e3o inicial foi determinante para a aus\u00eancia de investimentos, por parte do colonizador, no pa\u00eds, que hoje se apresenta como um dos mais pobres do mundo. A situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da Guin\u00e9, para al\u00e9m de suas instabilidades pol\u00edticas, conduziu muitos intelectuais ao degredo e fez com que tem\u00e1ticas como migra\u00e7\u00e3o, ex\u00edlio, apropria\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas de valores \u00e9tnicos e negocia\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias ocupassem lugares proeminentes nas obras que comp\u00f5em sua literatura. Os textos de Sila emergem nesse contexto como agenciadores de intensas reflex\u00f5es sobre as transi\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias que fazem parte da hist\u00f3ria bissau-guineense. Analisar de que forma os processos de identifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o representados no romance A \u00daltima Trag\u00e9dia (1995) \u00e9 o objetivo central desta pesquisa. Para isso, s\u00e3o mobilizados conceitos te\u00f3ricos de \u00c1ngel Rama (2001), Pratt (1998), Glissant (2005) e Walter (2009).<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Literatura; transcultura\u00e7\u00e3o; identidades.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Maria Ism\u00eania Lima [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nREPRESENTA\u00c7\u00d5ES DA INF\u00c2NCIA EM NARRATIVAS ANGOLANAS: OS M\u00daLTIPLOS DESLOCAMENTOS<\/p>\n<p>Maria Ism\u00eania Lima (mestranda PPGLI\/UEPB-CAPES)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Francisca Zuleide Duarte de Souza<\/p>\n<p>As literaturas produzidas nos pa\u00edses africanos de L\u00edngua Portuguesa, em especial a Angola, caracterizam-se por possu\u00edrem uma intr\u00ednseca rela\u00e7\u00e3o com a hist\u00f3ria e percursos formativos da na\u00e7\u00e3o, de forma que revelam as m\u00faltiplas particularidades e nuances desta. Nesse sentido, muitos s\u00e3o os temas enfatizados, dentre eles est\u00e1 a quest\u00e3o colonial, o p\u00f3s-colonialismo e a inf\u00e2ncia. Este \u00faltimo \u00e9 bastante recorrente na literatura angolana, tanto na produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica quanto na prosa e traz para a conjuntura narrativa o ponto de vista singular, qual seja, o olhar de indiv\u00edduos que est\u00e3o situados nesse entrelugar: a inf\u00e2ncia e o mundo adulto. Isto posto, a presente pesquisa tem como objetivo a an\u00e1lise das representa\u00e7\u00f5es da inf\u00e2ncia em narrativas de Luandino Vieira e Pepetela, tendo em vista que cada um a seu modo, trouxe para o constructo narrativo personagens que est\u00e3o envoltos por esse universo da inf\u00e2ncia, aprendendo acerca da vida e que nesse entremeio realizam movimentos de descobertas de si e dos outros. As narrativas a serem analisadas correspondem \u00e0s seguintes: \u201cA fronteira de asfalto\u201d, conto presente na antologia \u201cA cidade e a inf\u00e2ncia\u201d (2007), de Luandino Vieira; \u201cVav\u00f3 X\u00edxi e seu neto Zeca Santos\u201d, novela presente na obra \u201cLuuanda\u201d (2006), obra tamb\u00e9m de Luandino Vieira e, por \u00faltimo, a novela \u201cAs aventuras de Ngunga\u201d (2013), do escritor Pepetela. Focalizar-se-\u00e3o os personagens protagonistas \u201cRicardo\u201d (\u201cA fronteira de asfalto\u201d), \u201cZeca Santos\u201d (\u201cVav\u00f3 X\u00edxi e seu neto Zeca Santos\u201d) e \u201cNgunga\u201d (\u201cAs aventuras de Ngunga\u201d), de modo a perceber as subjetividades e os deslocamentos de cada um dentro das narrativas. Dito isto, alguns dos referenciais te\u00f3ricos a serem abordados na pesquisa acerca do p\u00f3s-colonial e das literaturas africanas de l\u00edngua portuguesa s\u00e3o: Fanon (2006, 2008), Ervedosa (s\/d), Margarido (1980), Trigo (1985). Sobre a representa\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia tem-se Chaves (1999, 2005), Santilli (1985), Mac\u00eado (2007) Tutikian (2009).<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Inf\u00e2ncia, Narrativas, Luandino Vieira, Pepetela.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Maria Rennally Soares da Silva [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nA MULHER IMIGRANTE ARGELINA E O RESGATE DA MEM\u00d3RIA COMO ESTRAT\u00c9GIA DE DESCOLONIZA\u00c7\u00c3O, EM NULLE PART DANS LA MAISON DE MON P\u00c8RE, DE ASSIA DJEBAR<\/p>\n<p>Maria Rennally Soares da Silva (doutoranda PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Francisca Zuleide Duarte de Souza<\/p>\n<p>Uma das tem\u00e1ticas mais discutidas na atualidade \u00e9 a quest\u00e3o dos fluxos migrat\u00f3rios em diversas na\u00e7\u00f5es. Os \u00edndices de deslocamentos feitos pelos indiv\u00edduos que saem de suas comunidades de origem para constru\u00edrem uma nova vida em outras na\u00e7\u00f5es, sempre foram muito elevados. O estudioso dos fluxos migrat\u00f3rios Abdelmalek Sayad (1998) situa o imigrante como aquele que deixa o seu pa\u00eds de origem para chegar \u00e0 elghorba, ou seja, ao ex\u00edlio, passando a ser percebido como um sujeito provis\u00f3rio\/estrangeiro que, por vezes \u00e9 tolerado, mas nunca \u00e9 aceito como cidad\u00e3o do pa\u00eds no qual se encontra e, assim, se torna um sujeito sem p\u00e1tria. Neste \u00e2mbito, situamos a escritora argelina Assia Djebar (1936-2015), cuja obra liter\u00e1ria abrange como temas centrais a emancipa\u00e7\u00e3o feminina da mulher \u00e1rabe, os seus conflitos identit\u00e1rios franco-argelinos e a situa\u00e7\u00e3o conflituosa da Arg\u00e9lia \u00e0 \u00e9poca da coloniza\u00e7\u00e3o. Djebar imigrou para a Fran\u00e7a aos dezoito anos para estudar, onde tornou-se escritora, professora de hist\u00f3ria e cineasta. Neste trabalho de cunho bibliogr\u00e1fico (GIL, 2007), temos como objetivo identificar o resgate de mem\u00f3rias traum\u00e1ticas como uma estrat\u00e9gia de descoloniza\u00e7\u00e3o utilizada pela protagonista do romance Nulle part dans la maison de mon p\u00e8re (2007). No romance em estudo, identificamos como estrat\u00e9gia de descoloniza\u00e7\u00e3o o resgate de mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia, de adolesc\u00eancia e de vida adulta da personagem Fatima, plenas de dores e de choques culturais, sendo esse resgate uma forma de superar os traumas relativos \u00e0s interdi\u00e7\u00f5es do seu pai &#8211; um argelino intransigente, figurado no romance como met\u00e1fora do colonizador franc\u00eas presente na Arg\u00e9lia. A leitura desse romance nos oferece uma vis\u00e3o mais pr\u00f3xima das intemp\u00e9ries sofridas por uma mulher \u00e1rabe imigrante, antes e depois da sua chegada em um pa\u00eds estrangeiro &#8211; nesse caso, a Fran\u00e7a, nos permitido enxergar a situa\u00e7\u00e3o dos imigrantes com acolhimento e alteridade.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Imigra\u00e7\u00e3o. Mulher imigrante. Descoloniza\u00e7\u00e3o. Mulher africana \u00e1rabe. Assia Djebar.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Andr\u00e9 Aparecido de Medeiros [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nREESCREVENDO MITOLOGIAS: O HER\u00d3I REVISION\u00c1RIO NAS ROMANCIZA\u00c7\u00d5ES DA DC<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Aparecido de Medeiros (doutorando PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Di\u00f3genes Andr\u00e9 Vieira Maciel<\/p>\n<p>Trata-se da an\u00e1lise da reescritura da mitologia de her\u00f3is em duas romanciza\u00e7\u00f5es, Man of Steel: the official movie novelization (COX, 2013) e Wonder Woman: The Official Movie Novelization (HOLDER, 2017), sob a \u00f3tica do her\u00f3i revision\u00e1rio. O conceito de her\u00f3i revision\u00e1rio (KLOCK, 2002) trata do rompimento da tradi\u00e7\u00e3o po\u00e9tica constru\u00edda em torno de um personagem ao longo do tempo, dado pela necessidade de tornar este her\u00f3i novamente relevante para a sua contemporaneidade, gerando uma desleitura de sua tradi\u00e7\u00e3o po\u00e9tica. Assim, pretendemos analisar como se d\u00e1 o rompimento das tradi\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas constru\u00eddas em torno dos her\u00f3is das romanciza\u00e7\u00f5es em quest\u00e3o \u2013 Superman e Mulher-Maravilha \u2013 e suas reescrituras na contemporaneidade. Buscamos tamb\u00e9m compreender qual o significado dessas mudan\u00e7as no contexto socio-hist\u00f3rico-mercadol\u00f3gico atual. Para tanto, abordaremos o problema revisitando algumas das principais hist\u00f3rias constituintes da mitologia dos personagens, como narrativas de origem, por exemplo, para mapear seu tronco mitol\u00f3gico e compreender os pontos em que h\u00e1 tal rompimento da tradi\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m ser\u00e3o consideradas outras contribui\u00e7\u00f5es, como a de Maslon e Kantor (2013) e Reynolds (1994), para tratar da constru\u00e7\u00e3o da mitologia dos super-her\u00f3is, Robb (2014) e Johnson (2012), para contextualizar hist\u00f3ricamente os personagens, e por fim, Jan Baetens (2005; 2018), para discutir a romanciza\u00e7\u00e3o e sua import\u00e2ncia da atualidade, g\u00eanero pouco explorado academicamente, por\u00e9m consideralvemente presente no mercado nas \u00faltimas d\u00e9cadas, e mais presente ainda nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Romanciza\u00e7\u00e3o. Tradi\u00e7\u00e3o po\u00e9tica. Revisionismo. Desleitura. Super-her\u00f3i.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]Monalisa Barboza Santos Cola\u00e7o [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nDRAMATURGIA NA CENA DO TEATRO CAMPINENSE (1963-1988): TEND\u00caNCIAS, MEM\u00d3RIAS E CONEX\u00d5ES NO PALCO DO TEATRO MUNICIPAL SEVERINO CABRAL<\/p>\n<p>Monalisa Barboza Santos Cola\u00e7o (doutoranda PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Di\u00f3genes Andr\u00e9 Vieira Maciel<\/p>\n<p>A pesquisa historiogr\u00e1fica demanda do pesquisador uma postura \u00e9tica, notadamente ao lidar com a an\u00e1lise de documentos adstritos a arquivos, percebendo neles a sua historicidade. A presente pesquisa doutoral visa investigar as experi\u00eancias teatrais que dizem da mem\u00f3ria cultural de Campina Grande-PB. Pesquisar a cena teatral de uma cidade interiorana representa uma postura pol\u00edtica dos pesquisadores, pois se trata de uma produ\u00e7\u00e3o est\u00e9tica fora do eixo normalmente privilegiado na historiografia do teatro, assim chamado, brasileiro. O recorte temporal proposto para pesquisa (1963-1988) conduz a um alerta, por considerar pe\u00e7as e produ\u00e7\u00f5es que dizem de um momento hist\u00f3rico de cerceamento da liberdade de express\u00e3o, a saber, o per\u00edodo da Ditadura civil militar. Para tanto, consideraremos como l\u00f3cus de pesquisa o Arquivo Nacional (em Bras\u00edlia-DF), onde temos salvaguardado os documentos da DCDP (Divis\u00e3o de Censura de Divers\u00f5es P\u00fablicas). Nesse primeiro momento, tomamos a proposta de Postlewait (2009) em torno da recusa da natureza bin\u00e1ria entre evento e contexto na pesquisa historiogr\u00e1fica teatral. Para isso, o professor sugere que o contexto seja considerado em quatro partes: mundo, agentes, recep\u00e7\u00e3o e patrim\u00f4nio art\u00edstico, sendo esses fatores pontes que dialogam com o evento teatral. De modo a compreender no que consiste nossa pesquisa, esclarecemos que consideramos n\u00e3o s\u00f3 o texto dramat\u00fargico, mas tamb\u00e9m a atividade c\u00eanica desenvolvida em seu entorno, investigando as tend\u00eancias est\u00e9tico-formais que dizem da moderniza\u00e7\u00e3o do teatro campinense no recorte temporal supracitado. Ainda sobre o recorte, evidenciamos que, atrav\u00e9s do processo de forma\u00e7\u00e3o da cena paraibana, os festivais e concursos s\u00e3o importantes para compreender essas primeiras tessituras da est\u00e9tica de moderniza\u00e7\u00e3o, evidenciado pela montagem feita por grupos amadores da cidade.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: pesquisa historiogr\u00e1fica; dramaturgia; teatro campinense.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<\/p>\n<p>[\/wptabs]<\/p>\n<p><strong>Mesa de Egressos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dia 11\/03\/2020 \u2013 13h \u00e0s 15h30<\/strong><\/p>\n<p>[wptabs mode=&#8221;horizontal&#8221; type=&#8221;accordion&#8221;]<\/p>\n<p>[wptabtitle]\u00a0Felipe Pereira da Silva [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nREPRESENTATIVIDADE E APAGAMENTO DAS MINORIAS EM \u201cO HOMEM VAZIO\u201d DE THIAGO LEE<\/p>\n<p>Felipe Pereira da Silva (mestrado PPGLI\/UEPB)<\/p>\n<p>Em tempos de identidades l\u00edquidas e de sujeitos descentrados, torna-se necess\u00e1rio refletir sobre os aspectos constitutivos da literatura contempor\u00e2nea. Este trabalho tem como objetivo analisar a representa\u00e7\u00e3o de jovens pobres e negros em O homem vazio, de Thiago Lee, fic\u00e7\u00e3o fant\u00e1stica pertencente ao g\u00eanero fantasia urbana que traz \u00e0 tona in\u00fameras tem\u00e1ticas relacionadas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra na sociedade brasileira. A an\u00e1lise evidencia que o texto apresenta uma trama baseada na vida cotidiana, principal esfera em que se origina o preconceito, e sua personagem protagonista Otto \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o do apagamento e do silenciamento a que s\u00e3o submetidas as pessoas negras na sociedade brasileira, o que leva ao \u201capagamento\u201d ou esquecimento, representado na obra pelo sumi\u00e7o das personagens. Segundo Dalcastagn\u00e8 (2005), h\u00e1 uma aus\u00eancia de representa\u00e7\u00f5es de minorias no romance brasileiro contempor\u00e2neo, sobretudo quando essas minorias s\u00e3o negros e pobres. Em O Homem vazio, somos apresentados \u00e0 hist\u00f3ria de Otto, um jovem negro, de periferia, que sonha em se projetar como youtuber e luta para sobreviver na grande cidade. No seu cotidiano, enfrenta a rotina de trabalho, perigos no metr\u00f4, preocupa\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e doente, as baladas na famosa Avenida Augusta e estranhos relatos de desaparecimento de \u201cpessoas\u201d na grande S\u00e3o Paulo, um fato comum que passaria despercebido por muitos, em uma das maiores cidades do mundo. Mas, em um dia comum, Otto se depara com uma situa\u00e7\u00e3o ins\u00f3lita: em uma noite em que est\u00e1 sentado em uma cal\u00e7ada de bar, encontra-se com seu outro eu, \u201cOt\u00e1vio\u201d ou \u201co outro Otto\u201d, um \u201cs\u00f3sia\u201d seu que vive na S\u00e3o Paulo do lado l\u00e1, uma realidade paralela \u00e0 que ele vive. O s\u00f3sia de Otto explica que os desaparecimentos que est\u00e3o ocorrendo s\u00e3o causados porque as \u201cpessoas\u201d est\u00e3o sendo esquecidas, pouco a pouco. Na rotina de todas as coisas que consomem a vida, as pessoas s\u00e3o esquecidas pelos familiares, amigos, colegas de trabalho, paqueras das baladas. E, quando elas s\u00e3o esquecidas, desaparecem, e Otto ser\u00e1 o pr\u00f3ximo se n\u00e3o fizer algo rapidamente. Temos, ent\u00e3o, nessa representa\u00e7\u00e3o, uma cr\u00edtica ao apagamento e silenciamento das minorias na sociedade atual. Para o desenvolvimento da pesquisa, faremos uso dos estudos de Hall (2004), Baumann (2005) e Silva (2009) e a teoria de produ\u00e7\u00e3o social da identidade, que nos ajudar\u00e3o a compreender os conflitos vividos pela personagem protagonista na tessitura da trama. Sobre o silenciamento de vozes dos sujeitos marginalizados partimos das considera\u00e7\u00f5es de Spivak (1995). Os estudos de Dalcastagn\u00e8 (2002) e Pe\u00e7anha (2009) nos proporcionar\u00e3o a compreens\u00e3o das vozes marginais no texto liter\u00e1rio. Sobre o g\u00eanero fantasia urbana, partimos dos estudos realizados por Matangrano e Tavares (2018), que prop\u00f5em o alvorecer de um novo movimento liter\u00e1rio na nossa literatura: o \u201cfantasismo\u201d.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Thiago Lee. Literatura contempor\u00e2nea. Fantasia urbana. Silenciamento. Apagamento.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Jo\u00e3o Batista Teixeira [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nTENS\u00d5ES DO P\u00d3S-COLONIAL NAS OBRAS CAMPO DE TR\u00c2NSITO, DE JO\u00c3O PAULO BORGES COELHO E ENTRE MEM\u00d3RIAS SILENCIADAS, DE UNGULANI BA KA KHOSA<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Batista Teixeira (doutorado PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Rosilda Alves Bezerra<\/p>\n<p>Esta pesquisa discute e problematiza as situa\u00e7\u00f5es pelas quais passou uma parcela consider\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3o de Mo\u00e7ambique entre os anos de 1974\/1980, per\u00edodo que compreende o fim da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa e implanta\u00e7\u00e3o do Regime Marxista-leninista no Governo de Samora Mois\u00e9s Machel, ap\u00f3s a independ\u00eancia. As situa\u00e7\u00f5es as quais referidas dizem respeito \u00e0 chamada Opera\u00e7\u00e3o limpeza. A a\u00e7\u00e3o se efetivou no governo independente que tentou retirar da sociedade mo\u00e7ambicana aqueles que se enquadraram nas categorias de desocupados, curandeiros, r\u00e9gulos, Testemunhas de Jeov\u00e1, mulheres, prostitutas, pessoas que poderiam praticar os v\u00edcios do per\u00edodo colonial ou precisassem de \u201creeduca\u00e7\u00e3o\u201d para adentrar no novo tempo em Mo\u00e7ambique. A opera\u00e7\u00e3o denominada de \u201climpeza\u201d ou \u201cOpera\u00e7\u00e3o produ\u00e7\u00e3o\u201d, foi uma pr\u00e1tica e um momento dif\u00edcil na recente Rep\u00fablica de Mo\u00e7ambique, que criou os campos ditos de reeduca\u00e7\u00e3o, para onde enviavam as pessoas retiradas da sociedade e banidas para esse espa\u00e7o projetado pelo Estado. A obra ficcional dos mo\u00e7ambicanos, Jo\u00e3o Paulo Borges Coelho, Campo de Tr\u00e2nsito (2007) e Entre Mem\u00f3rias Silenciadas (2013), de Ungulani Ba Ka Khosa, encontram-se representa\u00e7\u00f5es que permitem investigar o modus operandus na sociedade mo\u00e7ambicana, a partir daquilo que o governo p\u00f3s-colonial denominou de Opera\u00e7\u00e3o limpeza e Opera\u00e7\u00e3o produ\u00e7\u00e3o. O presente artigo trabalha com a Teoria P\u00f3s-colonial e algumas vertentes dela derivadas, investigar na fic\u00e7\u00e3o de Borges Coelho e Ba Ka Khosa, como se deu a representa\u00e7\u00e3o dos eventos mencionados, tal opera\u00e7\u00e3o e a partir de revis\u00e3o e levantamento bibliogr\u00e1fico, pesquisa em jornais da \u00e9poca e relatos dos sobreviventes. A Opera\u00e7\u00e3o limpeza em Mo\u00e7ambique, foi um momento de cis\u00e3o dessa sociedade e que os tais campos n\u00e3o s\u00f3 afrontaram o Mo\u00e7ambique enquanto na\u00e7\u00e3o que se descolonizava, como os direitos civis de centenas de mo\u00e7ambicanos que tiveram suas vidas interrompidas, sequestradas e violadas. Objetivamos visibilizar e encetar sobre o debate as quest\u00f5es que permeiam o P\u00f3s-colonial e as na\u00e7\u00f5es rec\u00e9m-libertas, que cuja liberta\u00e7\u00e3o e liberdade n\u00e3o chega a todos e pelo fato de muitos n\u00e3o terem a mesma opini\u00e3o ou serem suspeitos de oposi\u00e7\u00e3o ao regime vigente de um povo. O recurso do banimento para campos cheios de viol\u00eancia, barb\u00e1rie e imposi\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica ordem e pensamento representa a falta de uma pol\u00edtica cidad\u00e3, respeitando a liberdade de pensamento.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Literatura P\u00f3s-colonial, Campos de Reeduca\u00e7\u00e3o, Mo\u00e7ambique, Opera\u00e7\u00e3o produ\u00e7\u00e3o e Literatura Africana de L\u00edngua Portuguesa.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Lu\u00eds Adriano Mendes Costa [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nEM DIRE\u00c7\u00c3O AO P\u00d3S-ARMORIAL<\/p>\n<p>Lu\u00eds Adriano Mendes Costa (doutorado PPGLI\/UEPB)<\/p>\n<p>O artista recifense Antonio Carlos N\u00f3brega teve sua inf\u00e2ncia vivida em v\u00e1rias cidades do interior pernambucano. Seu ingresso no mundo da cultura popular aconteceu por volta de 1972, quando tocando um concerto de violino de Bach com a Orquestra Sinf\u00f4nica do Recife o jovem m\u00fasico conheceu Ariano Suassuna. Convidado pelo precursor do Movimento Armorial a integrar o Quinteto por ele criado, N\u00f3brega passou do violino para a rabeca e mergulhou no universo da cultura popular. A partir da\u00ed, passou a desenvolver seus projetos com um estilo pr\u00f3prio de concep\u00e7\u00e3o em artes c\u00eanicas, dan\u00e7a e m\u00fasica, criando uma extensa linguagem gestual e corporal ao longo dos seus mais de 40 anos de atividade. Um percurso que nos permite verificar sua versatilidade e a elabora\u00e7\u00e3o de um repert\u00f3rio variado, que tem levado o artista para al\u00e9m dos elementos caracterizadores do armorial. O presente estudo tem como objetivo apresentar as continuidades e descontinuidades no trabalho do artista Antonio N\u00f3brega em rela\u00e7\u00e3o ao projeto armorial, inaugurando a fase p\u00f3s-armorial do movimento e, consequentemente, lan\u00e7ar um outro olhar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua obra na atualidade, compreendida para al\u00e9m dos postulados armoriais. Nesse sentido, nos pautamos por uma dupla dire\u00e7\u00e3o: a primeira revela movimentos descont\u00ednuos na obra de N\u00f3brega em rela\u00e7\u00e3o ao armorial, promovendo novas configura\u00e7\u00f5es e fazendo surgir outros espa\u00e7os de di\u00e1logo, conex\u00f5es in\u00e9ditas \u2013 em suma, uma paisagem p\u00f3s-armorial. Paisagem essa que nos introduz na segunda dire\u00e7\u00e3o, pois essas descontinuidades desvelam uma atualiza\u00e7\u00e3o do armorial no que diz respeito \u00e0s possibilidades est\u00e9ticas \u2013 outras marcas p\u00f3s-armoriais.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Antonio N\u00f3brega; Armorial; P\u00f3s-Armorial.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle] Su\u00eanio Stevenson Tomaz da Silva [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nCLI-FI E SOBREVIV\u00caNCIA: A DIMENS\u00c3O DO URGENTE NA TRILOGIA MADDADDAM, DE MARGARET ATWOOD<\/p>\n<p>Su\u00eanio Stevenson Tomaz da Silva (doutorado PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Sueli Meira Liebig<\/p>\n<p>O presente trabalho objetiva oferecer debate a partir de um recorte da minha tese de doutorado defendida em junho de 2019, intitulada de \u201cApocalipse, sobreviv\u00eancia e p\u00f3s-humano: uma narrativa ecocr\u00edtica da trilogia MaddAddam, de Margaret Atwood\u201d. Como se percebe, o aporte te\u00f3rico que fundamenta a tese parte das discuss\u00f5es interdisciplinares oriundas das Humanidades Ambientais, mais especificamente, da ecocr\u00edtica, que trata da rela\u00e7\u00e3o entre literatura e meio ambiente. Para tanto, com base na trilogia supracitada da autora canadense, pretendo discorrer, de modo mais detalhado, sobre o g\u00eanero Cli-fi (abrevia\u00e7\u00e3o em l\u00edngua inglesa para fic\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas). Tal g\u00eanero, portanto, \u00e9 uma tentativa pol\u00edtico-cultural e alternativa inovadora para comunicar o fen\u00f4meno complexo e sem precedentes das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas (MEHNERT, 2016). As caracter\u00edsticas desse tipo de fic\u00e7\u00e3o coadunam-se com a ideia de Antropoceno, nome dado ao atual momento hist\u00f3rico em que o humano \u00e9 visto como uma for\u00e7a geol\u00f3gica. Al\u00e9m disso, cabe frisar a recorr\u00eancia dos tropos apocalipse e sobreviv\u00eancia dentro do g\u00eanero Cli-fi. Ao imaginar um futuro sombrio para a vida no planeta, Atwood possibilita refletir sobre a ideia de sobreviv\u00eancia nos tr\u00eas romances da trilogia, tomando como ponto de partida o percurso de suas personagens protagonistas que sobrevivem ao apocalipse, denominado de \u201cDil\u00favio Seco\u201d. Indubitavelmente, a ret\u00f3rica apocal\u00edtica, aspecto recorrentemente abordado em narrativas liter\u00e1rias contempor\u00e2neas, sobretudo f\u00edlmicas, consiste num elemento poderoso para comunicar os efeitos catastr\u00f3ficos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, como estes ocorrem em MaddAddam. Por isso, uma proposta hermen\u00eautica para a referida obra liter\u00e1ria sob o vi\u00e9s da ecocr\u00edtica, se apresenta como um estudo relevante, considerando a dimens\u00e3o da urg\u00eancia no tocante \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e ao futuro da vida no planeta Terra.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Cli-fi, Apocalipse, Sobreviv\u00eancia, Ecocr\u00edtica.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Prof. Dr. Nivaldo Rodrigues da Silva Filho [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nCINEMA INSTANT\u00c2NEO NO SEMIN\u00c1RIO DISCENTE &#8211; PPGLI 2020<\/p>\n<p>Prof. Dr. Nivaldo Rodrigues da Silva Filho<\/p>\n<p>O Movimento Cinema Instant\u00e2neo (C.I.) teve in\u00edcio em agosto de 2018 e j\u00e1 conta com um portf\u00f3lio de 21 filmes. Trata-se de uma proposta de autoaprendizado, resist\u00eancia e experimenta\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o audiovisual. Aspectos como coletividade, tradu\u00e7\u00e3o intersemi\u00f3tica e um pujante dialogismo local tem levado \u00e0s telas produ\u00e7\u00f5es premiadas realizadas em v\u00e1rios estados brasileiros, para festivais e mostra no Brasil e no exterior. Al\u00e9m de produzir filmes o C.I. procura interagir no cen\u00e1rio reflexivo desenvolvendo pesquisas, an\u00e1lises cr\u00edticas e participando de encontros acad\u00eamicos. Esta mostra exibir\u00e1 filmes produzidos na edi\u00e7\u00e3o II no C.I no estado da Para\u00edba.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Luiz Felipe de Queiroga Aguiar Leite [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nSELF E SONHOS EM TERRA SON\u00c2MBULA<\/p>\n<p>Luiz Felipe de Queiroga Aguiar Leite (doutorado PPGLI\/UEPB)<\/p>\n<p>Terra son\u00e2mbula \u00e9 um romance sui generis por constituir-se como um dos<br \/>\nprincipais escritos da emerg\u00eancia das literaturas africanas no cen\u00e1rio mundial, e por reunir<br \/>\nelementos est\u00e9ticos que permitem uma abordagem ampla e interdisciplinar, quando as<br \/>\ntem\u00e1ticas sociais presentes se entrela\u00e7am com pinceladas de realismo m\u00e1gico e notas de<br \/>\nsurrealismo \u00e0 africana, onde o inconsciente torna-se subst\u00e2ncia indispens\u00e1vel da<br \/>\nnarrativa, participando, junto com a linguagem, seja joyceana ou rosiana, das constru\u00e7\u00f5es<br \/>\nde significados que o jogo dos significantes produz. Tomando este painel atrav\u00e9s de uma<br \/>\nperspectiva fenomenol\u00f3gica, e centrados no encontro da literatura com o universo da<br \/>\npsique e, portanto, do inconsciente, objetivamos um estudo do self, atrav\u00e9s de sua<br \/>\nmanifesta\u00e7\u00e3o mais corrente, os sonhos, no di\u00e1logo que estabelece com os personagens,<br \/>\nem seus percursos na narrativa. Jung (2013) diz que o self age como um daimon, um<br \/>\nelemento aparentemente externo que dialoga com o ego. O self, atrav\u00e9s dos sonhos,<br \/>\norienta o desenvolvimento da psique, portanto, do ser. O universo on\u00edrico em Terra<br \/>\nson\u00e2mbula, sugere, \u00e9 por vezes acintoso, mas est\u00e1 sempre propondo uma imagem, uma<br \/>\nfic\u00e7\u00e3o, diria James Hillman (2010), cujos pontos de chegada visam a cura, mas tamb\u00e9m<br \/>\npodem se deparar apenas com o nada.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: self; sonhos; Terra son\u00e2mbula.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Auric\u00e9lio Ferreira de Souza [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nNEGO DITO, A PERSONA DISCURSIVA DO MALANDRO BLACK-NAVALHA: UMA LEITURA DA PERMAN\u00caNCIA DO EU L\u00cdRICO MARGINAL NA PO\u00c9TICA L\u00cdTEROMUSICAL DE ITAMAR ASSUMP\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Auric\u00e9lio Ferreira de Souza (IFCE -doutorado PPGLI\/UEPB)<br \/>\nauricelioferreirasouza@gmail.com<\/p>\n<p>Essa pesquisa se coloca como uma proposta de leitura dentro da obra do compositor e cantor Itamar Assump\u00e7\u00e3o (Tiet\u00ea, 1949 \u2013 S\u00e3o Paulo, 2003). A partir da concep\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno l\u00edtero-musical, pretende-se, atrav\u00e9s de uma imers\u00e3o em sua obra, postumamente reunida e relan\u00e7ada no produto chamado \u201cCaixa Preta\u201d (contendo 12 cds), identificar e pontuar quais \u00edndices de sentido nos autorizam a percep\u00e7\u00e3o da recorr\u00eancia a certos mecanismos discursivos que constroem a autoafirma\u00e7\u00e3o de um eu l\u00edrico marginal. O chamado \u201cmalandro black navalha\u201d: sujeito enunciador de um potente modus de ser e estar no mundo invariavelmente mediado por marcas de viv\u00eancia que s\u00e3o ora de exclus\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia simb\u00f3lica e\/ou factual (o negro como \u201cisca de pol\u00edcia\u201d), ora como polo emanador de todo um habitus cultural resistentemente sens\u00edvel \u00e0s m\u00faltiplas marcas identit\u00e1rias emergentes na cena brasileira a partir do in\u00edcio d\u00e9cada de 80 do s\u00e9culo XX e, dentro desta, todo um potente conjunto de subjetividades particulares ao espa\u00e7o urbano-perif\u00e9rico. Nesse terreno inst\u00e1vel em que as configura\u00e7\u00f5es do jogo social operam simultaneamente para a afirma\u00e7\u00e3o de um centro de poder (branco, judaico-crist\u00e3o e eurocentricamente conectado) e para o silenciamento das margens (a periferia e suas intersubjetividades), este sujeito\/persona enunciado na po\u00e9tica de Assump\u00e7\u00e3o tende a nos fornecer um \u00e2ngulo de percep\u00e7\u00e3o bastante potente sobre as rela\u00e7\u00f5es de permiss\u00e3o x nega\u00e7\u00e3o do direito de fala na cultura brasileira, ainda nos dias de hoje. Para tanto, auxiliam nessa an\u00e1lise, contribui\u00e7\u00f5es como as de Tatit (1994, 1996, 1997, 2001); Barbero (2003); Benjamin (1994), Bordieu (2003), al\u00e9m de Spivak (2010), Virno (2007), Hardt e Negri (2005), Bhabha (1998) Gumbrecht (1998) Gilroy (2001), Perlman (1977). O m\u00e9todo ser\u00e1 a an\u00e1lise semi\u00f3tica do discurso l\u00edtero-musical.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: L\u00edteromusical; Musica Popular; Itamar Assump\u00e7\u00e3o; Semi\u00f3tica.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<\/p>\n<p>[\/wptabs]<\/p>\n<p><strong>Mesa de Discentes<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dia 11\/03\/2020 \u2013 16h \u00e0s 18h30<\/strong><\/p>\n<p>[wptabs mode=&#8221;horizontal&#8221; type=&#8221;accordion&#8221;]<\/p>\n<p>[wptabtitle]\u00a0Michelle Thalyta Cavalcante Alves Pereira [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nPROBLEMATIZA\u00c7\u00c3O DA CONDI\u00c7\u00c3O DA MULHER NO IN\u00cdCIO DO S\u00c9CULO XX EM SOZINHA E UM DIV\u00d3RCIO, DE SARAH BEIR\u00c3O<\/p>\n<p>Michelle Thalyta Cavalcante Alves Pereira (mestranda PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Aldinida Medeiros<br \/>\nCo-orientadora: Doutora Isabel Lousada<\/p>\n<p>O projeto de disserta\u00e7\u00e3o em curso pretende uma an\u00e1lise da escrita romanesca de Sarah Beir\u00e3o, observando aspectos que pretendemos discutir de forma verticalizada no recorte de dois romances como objeto de estudos mais espec\u00edficos: Sozinha (1940) e Um div\u00f3rcio (1950). Intencionamos mostrar as representa\u00e7\u00f5es das personagens femininas nestes dois livros, considerando quest\u00f5es relativas \u00e0 luta da mulher, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, na sociedade portuguesa. Lembramos que estas lutas come\u00e7aram h\u00e1 muito tempo, mas, apenas com as reivindica\u00e7\u00f5es dos grupos feministas \u00e9 que ganharam mais adeptos e espa\u00e7o. Sarah Beir\u00e3o militou em grupos e associa\u00e7\u00f5es portuguesas pelos direitos da mulher, notadamente foi diretora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (LRMP). Isso nos indica que em seus romances as representa\u00e7\u00f5es femininas trazem um discurso ideol\u00f3gico destas lutas, de modo que embora possam n\u00e3o aparecer ativamente e em destaque, no primeiro plano das personagens, mas estas marcas perpassam os enredos romanescos. Dessa maneira, essa pesquisa intenta contribuir para dar mais visibilidade \u00e0s quest\u00f5es da mulher, atrav\u00e9s das representa\u00e7\u00f5es femininas ficcionadas, buscando mostrar nestes aspectos as atua\u00e7\u00f5es e relevo da escrita de Beir\u00e3o. Para tanto, recorremos aos referenciais te\u00f3ricos da cr\u00edtica feminista como tamb\u00e9m da narratologia para conjugar an\u00e1lise romanesca \u00e1s quest\u00f5es de g\u00eanero. Dentre os v\u00e1rios nomes do aporte te\u00f3rico, destacamos: Simone de Beauvoir (2016), Helo\u00edsa Buarque de Hollanda (1994), F\u00e1tima Pais (2012), Michelle Perrot (2005), Carlos Reis (2006), Cristina Vieira (2008), Rita Teresinha Schmidt (1995), Cecil Zinani (2014), L\u00facia Ozana Zolin (2009), dentre outros.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Romances portugueses; Sarah Beir\u00e3o; Quest\u00f5es de g\u00eanero; Identidade feminina.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Yolanda Maria da Silva [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nIMAGIN\u00c1RIO EDUCADO NA SAGA \u201cAS CR\u00d4NICAS DE N\u00c1RNIA\u201d, DE C. S. LEWIS E NA TRILOGIA \u201cFRONTEIRAS DO UNIVERSO\u201d, DE PHILIP PULLMAN<\/p>\n<p>Yolanda Maria da Silva (doutoranda PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Geralda Medeiros N\u00f3brega<\/p>\n<p>A presente proposta de tese tem como objetivo pesquisar o trajeto antropol\u00f3gico de dois imagin\u00e1rios simb\u00f3licos antag\u00f4nicos. Nas obras O sobrinho do Mago (2009), O Le\u00e3o, a Feiticeira e o Guarda-roupa (2009) e A \u00faltima batalha (2009), que comp\u00f5em a saga As Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia de C. S. Lewis, temos explica\u00e7\u00f5es sobre o in\u00edcio, meio e fim do mundo hegem\u00f4nicos com o imagin\u00e1rio crist\u00e3o. Em A B\u00fassola de ouro (2013), A faca sutil (2013) e A luneta \u00e2mbar (2013), que comp\u00f5em a Trilogia Fronteiras do Universo de Phillip Pullman, temos a explica\u00e7\u00f5es sobre o in\u00edcio, meio e fim do universo numa perspectiva ate\u00edsta, contr\u00e1ria aos dogmas Crist\u00e3os. A forma como cada escritor tenta explicar a origem e a escatologia do universo, demonstra sua cosmovis\u00e3o de mundo reverberando na composi\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio simb\u00f3lico expresso nas hist\u00f3rias. Na perspectiva te\u00f3rica de Gilbert Durand (2010), diante da passagem do tempo e da vig\u00eancia da morte, o homem pode criar um imagin\u00e1rio simb\u00f3lico de fuga para um plano metaf\u00edsico longe das imagens nefastas ou, ao contr\u00e1rio, um imagin\u00e1rio simb\u00f3lico libidinal que toma as imagens da passagem do tempo de forma positiva. Ainda no intuito de ver o poder que estas imagens liter\u00e1rias possuem para influenciar o imagin\u00e1rio infantil, buscaremos nos embasar nos aportes te\u00f3ricos Gaston Bachelard (2006; 1993) e na psicologia profunda de C. G. Jung (2002; 2000).<\/p>\n<p>PALAVRAS CHAVE: Imagem, S\u00edmbolo, Regime Diurno, Regime Noturno.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Jo\u00e3o de Souza Lima Neto [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nJESUS-VIADO &#8211; A HEGEMONIA HETEROSSEXUAL NA CONSTRU\u00c7\u00c3O DE NARRATIVAS DE PERSONAGENS VIADAS<\/p>\n<p>Jo\u00e3o de Souza Lima Neto (doutorando PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Elisa Mariana Medeiros N\u00f3brega<\/p>\n<p>Este projeto de tese tratar\u00e1 sobre como a Hegemonia Heterossexual \u00e9 empregada no desenvolvimento das narrativas de personagens-VIADAS em dois produtos culturais contempor\u00e2neos: Paul \u201cJesus\u201d Monroe, um dos sobreviventes nas Hist\u00f3rias em Quadrinhos de The Walking Dead e o brujo Jes\u00fas Vel\u00e1squez, da s\u00e9rie de televis\u00e3o True Blood. Investigaremos os universos heterossexistas em que estas narrativas se passam; analisaremos como o modelo heteronormativo \u00e9 empregado na constru\u00e7\u00e3o das personagens-VIADAS; descreveremos o[s] modelo[s] de homossexualidade[s] e homoafetividade[s] das personagens-VIADAS em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00e1ticas das personagens heterossexuais; investigaremos o caso da heterossexualidade compuls\u00f3ria em Paul \u201cJesus\u201d Monroe e como as narrativas das personagens-VIADAS se desenvolvem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 narrativa principal em suas respectivas obras. N\u00e3o \u00e9 de hoje que os estudos QUEER se voltam a cultura pop e seus produtos, e a partir do fil\u00f3sofo Jack Halberstam tentaremos \u201cexplorar alternativas e procurar uma maneira de escapar das armadilhas e impasses habituais da formula\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria\u201d da hegemonia heterossexual imposta a todas as personagens-VIADAS em an\u00e1lise. Ao aplicar este tipo de estudo para produtos culturais baseados na hegemonia heterossexual, como os que foram selecionados para este projeto, \u00e0 luz de autores como Jack Halberstam, Paul B. Preciado, Virginie Despentes e Richard Miskolci para a constru\u00e7\u00e3o das discuss\u00f5es de sexualidades e Maureen Murdock, Vera L\u00facia Follain de Figueiredo e Scott McCloud sobre narrativas e m\u00eddias, al\u00e9m de outras e outros, pretendemos ampliar as discuss\u00f5es sobre representa\u00e7\u00f5es das masculinidades e representatividade nas obras de cultura de massa, dando uma compreens\u00e3o de como se repetem as estruturas de poder nestas obras de fic\u00e7\u00e3o e problematizando quest\u00f5es que n\u00e3o apareceriam numa primeira an\u00e1lise mas que se apresentam enraizados na cultura ocidental.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: QUEER &#8211; Narrativas \u2013 Hegemonia Heterossexual \u2013 Homossexualidade<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Maria Aparecida Nascimento de Almeida [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nMULHERES (IN)SUBMISSAS: A MULTIPLICIDADE DE PERFIS NA OBRA DE L\u00cdLIA MOMPL\u00c9<\/p>\n<p>Maria Aparecida Nascimento de Almeida (doutoranda PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Rosilda Alves Bezerra<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 60, do s\u00e9culo XX, intelectuais afrodescendentes, insatisfeitos com o dom\u00ednio dos Estudos Africanos por pesquisadores brancos, cujo \u201cobjeto de an\u00e1lise\u201d era a popula\u00e7\u00e3o negra, interviram. Objetivava-se combater o \u201cepistemic\u00eddo\u201d, disfar\u00e7ados de saber cient\u00edfico, nos Estados Unidos. Com esse intuito propuseram um campo de pesquisa inovador: os Estudos Africana; tal termo, indicativo de plural, no Latim, evidencia uma importante contribui\u00e7\u00e3o dos africanos para a humanidade: a sistematiza\u00e7\u00e3o dessa l\u00edngua pelos mouros. Assim, a apropria\u00e7\u00e3o cultural \u00e9 uma r\u00e9plica ao apagamento, pois, nessa conjuntura, as m\u00faltiplas experi\u00eancias dos habitantes de \u00c1frica, e daqueles em di\u00e1spora, s\u00e3o evocadas, por meio de uma metodologia inter, multi e transdisciplinar, com o fito de vincular o conhecimento acad\u00eamico ao cotidiano. Destarte, os Estudos Africana possibilitam o que denominamos de pr\u00e1xis disciplinar, ou seja, um esfor\u00e7o intelectual, aliado a uma viv\u00eancia pautada na liberta\u00e7\u00e3o das \u201camarras sociais\u201d. A partir dessa perspectiva, Molefi Kete Asante, em 1980, prop\u00f4s a afrocentricidade como \u201corienta\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica\u201d, na qual apoiamo-nos para desenvolver o presente estudo que visa sondar a multiplicidade de perfis femininos na obra de L\u00edlia Mompl\u00e9, em conson\u00e2ncia com a realidade das mo\u00e7ambicanas. Dentre as in\u00fameras teorias afroc\u00eantricas, evidenciamos a proposta por Cleonora Hudson-Weems, em 1987, denominada Mulherismo Africana, tendo em vista os receios e anseios das mulheres em \u00c1frica, onde g\u00eanero, ra\u00e7a e classe fundamentam a opress\u00e3o. Ao analisarmos as personagens femininas (in)submissas, presentes nos contos das antologias Ningu\u00e9m matou Suhura e Os olhos da cobra verde, bem como na novela Neighbours, observamos o \u2018[&#8230;] ser mulher africana, na mesma acep\u00e7\u00e3o polidimensional dos estudos Africana\u201d; conforme prop\u00f5e Nascimento (2009). Para tanto, evocamos Carneiro (2005); Mata e Padilha (2007), Asante, Mazama (2009); Leite (2012); Basimile (2013); Dove, Collins, Chirindza, Silva e Noa (2017).<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Literatura Mo\u00e7ambicana. Estudos Africana. Afrocentricidade. Mulherismo Africana.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Emanuelle Val\u00e9ria Gomes de Lima [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nCONSTRU\u00c7\u00d5ES IDENTIT\u00c1RIAS AFRO-BRASILEIRAS NA OBRA INFANTO-JUVENIL DE KIUSAM DE OLIVEIRA<\/p>\n<p>Emanuelle Val\u00e9ria Gomes de Lima (mestranda PPGLI\/UEPB-CAPES)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Rosilda Alves Bezerra<\/p>\n<p>A dissemina\u00e7\u00e3o de ideais de belezas, baseados em padr\u00f5es euroc\u00eantricos, s\u00e3o parte dos efeitos dessa era de movimenta\u00e7\u00e3o global, tecnol\u00f3gica e informativa em que nos encontramos. Para al\u00e9m disso, o racismo institucionalizado, permeado em todos \u00e2mbitos, inclusive na Literatura, tende a produzir modelos de branqueamento que afetam diretamente a constru\u00e7\u00e3o das identidades \u00e9tnico-raciais. Pensando nisso, o presente trabalho tem como objetivo analisar as obras Omo-Oba: hist\u00f3rias de princesas (2009), O mundo no black power de Tay\u00f3 (2013) e O mar que banha a ilha de Gor\u00e9 (2014), em busca dos discursos sobre identidades e culturas afro-brasileiras. As obras, em quest\u00e3o, comp\u00f5em a produ\u00e7\u00e3o infanto-juvenil da escritora Kiusam de Oliveira e v\u00e3o de encontro ao que suscita o mercado global, uma vez que apresentam hist\u00f3rias sobre \u201cbelezas infinitas\u201d: a ancestralidade e o reconhecimento das culturas africanas e afro-brasileiras, sendo fundamentais para reflex\u00f5es acerca de uma poss\u00edvel desconstru\u00e7\u00e3o do corpo socialmente imposto. Diante disso, atrav\u00e9s de revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, pretende-se verificar a partir quais elementos textuais as protagonistas das obras supracitadas constroem suas identidades \u00e9tnico-raciais. Para tanto, as discuss\u00f5es s\u00e3o baseadas nas perspectivas de estudiosos como Cuti (2010), Maria An\u00f3ria J. de Oliveira (2010), Bell Hooks (2019), Eduardo de Assis Duarte (2007; 2011), Kabengele Munanga (1988; 2004; 2006), Stuart Hall (2002), Homi K. Bhabha (2013), Zygmunt Bauman (2005), Nilma Lino Gomes (2003), Neusa Santos Souza (1983), Fratz Fanon (2008), entre outros.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Literatura afro-brasileira. Literatura infanto-juvenil. Identidade. Cultura. Resist\u00eancia.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<\/p>\n<p>[\/wptabs]<\/p>\n<p><strong>Mesa de Discentes<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dia 12\/03\/2020 \u2013 09h \u00e0s 11h30<\/strong><\/p>\n<p>[wptabs mode=&#8221;horizontal&#8221; type=&#8221;accordion&#8221;]<\/p>\n<p>[wptabtitle]\u00a0Micaela S\u00e1 da Silveira [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nDESEJOS ESPIRALADOS: AS RELA\u00c7\u00d5ES DE AFETO NA LITERATURA BRASILEIRA<\/p>\n<p>Micaela S\u00e1 da Silveira (doutoranda PPGLI\/UEPB-CAPES)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Antonio de P\u00e1dua Dias da Silva<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da literatura \u00e9 marcada por abalizar temas que est\u00e3o relacionados \u00e0s viv\u00eancias humanas, proporcionando uma vers\u00e3o escrita da sociedade em que os autores est\u00e3o inseridos. Dessas viv\u00eancias ficcionais, chama-nos aten\u00e7\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es interpessoais pela multiplicidade de representa\u00e7\u00f5es: os envolvimentos padronizados como heterossexual ou homossexual, os tri\u00e2ngulos amorosos, os relacionamentos abertos e fechados, as uni\u00f5es polig\u00e2micas, sexo casual e tantas outras possibilidades que, muitas vezes, demandam novas nomenclaturas. Assim, a pesquisa tem como objetivo apresentar a figura geom\u00e9trica da espiral como met\u00e1fora para representar as rela\u00e7\u00f5es de desejo dos sujeitos ficcionais nas obras da literatura brasileira contempor\u00e2nea com tem\u00e1ticas LGBTQIA+. Para entabular tal discuss\u00e3o, debru\u00e7amo-nos no conceito de espiral, a partir dos postulados apresentados na obra Os Elementos (2009), de Euclides, texto que funda a ci\u00eancia matem\u00e1tica e os estudos sobre a geometria euclidiana, bem como a defini\u00e7\u00e3o de espiral discutida por Chevalier e Gheerbrant no Diccionario de los S\u00edmbolos (1986), al\u00e9m da abordagem publicada por Pennick (1980), atrav\u00e9s da Geometria sagrada. Outrossim, utilizamos o conceito de desejo para compreender as rela\u00e7\u00f5es estabelecidas pelas personagens, por meio da Sociologia das emo\u00e7\u00f5es, difundida por Koury (2009), que busca situar as emo\u00e7\u00f5es como categoria central para se pensar a inter-rela\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduo e sociedade. Nesse sentido, para pensar a categoria do desejo, encontramos em Albuquerque J\u00fanior (2014) a melhor forma de compreend\u00ea-lo, uma vez que o autor traz o desejo como algo que est\u00e1 nas demais coisas, no etc. Diante da an\u00e1lise empreendida, pudemos comprovar que, visualmente as espirais s\u00e3o figuras geom\u00e9tricas que metaforizam as rela\u00e7\u00f5es de desejo representadas na literatura de fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Espirais, Desejo, Literatura Brasileira.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Giovanna de Ara\u00fajo Leite [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nESCRITAS UT\u00d3PICAS, ESPA\u00c7OS DIST\u00d3PICOS NAS QUEST\u00d5ES DE G\u00caNERO, NO REALISMO M\u00c1GICO DE GIOCONDA BELLI EM O PA\u00cdS DAS MULHERES.<\/p>\n<p>Giovanna de Ara\u00fajo Leite (doutoranda PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Antonio de P\u00e1dua Dias da Silva.<\/p>\n<p>A vingan\u00e7a das mulheres em torno da extin\u00e7\u00e3o dos homens na governan\u00e7a de um pa\u00eds, traduz-se na dor sofrida e ocasionada pelo sistema patriarcal da ditadura enfrentada na Nicar\u00e1gua. Questiona-se a equidade de g\u00eaneros apenas sob a \u00f3tica do feminino como uma constru\u00e7\u00e3o ut\u00f3pica, caracterizando-se como uma luta sexista e binarista; e\/ou a equidade de g\u00eaneros, compreendendo a desconstru\u00e7\u00e3o e desnaturaliza\u00e7\u00e3o dos discursos em torno do masculino e do feminino. O pa\u00eds das mulheres impulsiona uma an\u00e1lise das escrituras ut\u00f3picas e dist\u00f3picas na diegese cr\u00edtico- feminista, refletindo-se sobre a desconstru\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica vertical entre os g\u00eaneros e ao mesmo tempo sobre como uma luta feminista radical pode se tornar binarista. Suscita-se um olhar sobre um tropo recorrente nas distopias feministas: a pr\u00f3pria regula\u00e7\u00e3o da linguagem constatada na metafic\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica e no realismo m\u00e1gico das escrituras de Belli, como dispositivos cr\u00edtico-narrativos e ficcionais. Analisa-se as inscri\u00e7\u00f5es de g\u00eanero presentes nas performatividades das\/dos personagens. Pretende-se compreender as dimens\u00f5es cr\u00edticas ut\u00f3picas e dist\u00f3picas do pensamento feminista interpretando as distopias no contexto hist\u00f3rico-social e cultural da anula\u00e7\u00e3o do masculino, al\u00e9m da metafic\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica e o realismo m\u00e1gico. Inclui-se Cavalcanti (2009); Moylan (2016); Levitas (2013); Bloch (2005); Silva (2008) sobre utopia e da distopia; Mignolo (2008); Anzald\u00faa (2005) sobre descolonialismo e patriarcado; Badinter (2005); Butler (2015) sobre as quest\u00f5es de g\u00eanero; Davis (2016) e Ribeiro (2019) sobre lugar de fala; Akotirene (2019), sobre interseccionalidade.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Utopia. Distopia. Estudos de G\u00eanero. Cr\u00edtica Liter\u00e1ria Feminista. Realismo M\u00e1gico.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Antonio Carlos Batista da Silva Neto [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nNARRATIVAS FOTOGR\u00c1FICAS DO CORPO<br \/>\nNA ESCRITURA LATINO-AMERICANA CONTEMPOR\u00c2NEA<\/p>\n<p>Antonio Carlos Batista da Silva Neto (mestrando PPGLI\/UEPB-CAPES)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Wanderlan da Silva Alves<\/p>\n<p>Ao anunciar que o liter\u00e1rio \u00e9 um espa\u00e7o de alteridade, \u00e9 o outro, Derrida (2014 [1992]) aponta para a configura\u00e7\u00e3o da literatura como uma pot\u00eancia e uma deriva, que permite que se relate qualquer assunto sem compromisso pr\u00e9vio e necessariamente pol\u00edtico, \u00e9tico ou jur\u00eddico. Por sua vez, Garramu\u00f1o (2009), ao revisitar o conceito de escultura em um \u201ccampo expansivo\u201d proposto por Rosalind Krauss (1979), apresenta uma perspectiva para o liter\u00e1rio, na qual, por meio de seus transbordamentos est\u00e9ticos, se intensifica a possibilidade de incorporar a experi\u00eancia contempor\u00e2nea \u00e0s pr\u00e1ticas liter\u00e1rias. Nesse cen\u00e1rio de transbordamentos e de possibilidades, surgem outros modos de escrever. Assim, passamos a ler a rela\u00e7\u00e3o entre literatura e fotografia como constitutiva de uma narrativa pr\u00f3pria: narrativas fotogr\u00e1ficas, capazes de converter as m\u00faltiplas viol\u00eancias sofridas socialmente por corpos dissidentes, em especial o corpo da mulher e do homem gay, em escrituras latino-americanas recentes. Deste modo, propomos analisar os silenciamentos e a viol\u00eancia f\u00edsica e simb\u00f3lica nos corpos de mulheres mortas na cidade de Santa Teresa, em \u201cA parte dos crimes\u201d \u2013 quarta parte do romance 2666, do escritor chileno Roberto Bola\u00f1o; assim como o estigma e a viol\u00eancia ligados \u00e0 homossexualidade, ao HIV e \u00e0 AIDS em Cuba, nas 11 fotografias de homens gays que comp\u00f5em a s\u00e9rie fotogr\u00e1fica Diecisiete \u2013 projeto do cubano Eduardo Rawdr\u00edguez. Para tal, recorremos aos estudos de Sontag ([1983]), Brizuela (2014) e Butler (2015) \u00e0 respeito do fotogr\u00e1fico, sua inser\u00e7\u00e3o e transbordamento na literatura; bem como, as discuss\u00f5es sobre a incorpora\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias\/viv\u00eancias do presente \u00e0 est\u00e9tica da literatura contempor\u00e2nea mediante Ludmer (2007), Garramu\u00f1o (2009), C\u00e1ceres, (2010), Derrida (2014 [1992]), entre outros.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Narrativas fotogr\u00e1ficas. Corpo. Am\u00e9rica Latina. Roberto Bola\u00f1o. Eduardo Rawdr\u00edguez.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Carolinne Taveira de Melo [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nA MARGEM DA MARGEM: LESBIANIDADES NA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPOR\u00c2NEA<\/p>\n<p>Carolinne Taveira de Melo (mestranda PPGLI\/UEPB-CAPES)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Wanderlan da Silva Alves<\/p>\n<p>No intuito de problematizar as configura\u00e7\u00f5es dos sujeitos femininos l\u00e9sbicos, nas narrativas brasileiras em prosa, realizamos uma pesquisa cujo objetivo era a obten\u00e7\u00e3o de um mapeamento de personagens l\u00e9sbicas na literatura brasileira, dos s\u00e9culos XIX e XX. Foram catalogadas 42 obras, das quais destacamos, inicialmente, O Corti\u00e7o (1890), Hist\u00f3rias da Gente Alegre (1910), A Condessa V\u00e9sper (1902) e Dona Dolorosa: Anomalias Sexuaes (1922), a fim de discutir a quest\u00e3o a partir dos conceitos de g\u00eanero e sexualidade desenvolvidos por Judith Butler (2003), quando se refere \u00e0 ideia de performatividade de g\u00eanero como uma quest\u00e3o relacionada \u00e0s institui\u00e7\u00f5es e aos pertencimentos sociais, bem como as contribui\u00e7\u00f5es de Luiz Mott (1987), em seu estudo minucioso da hist\u00f3ria da mulher l\u00e9sbica na sociedade brasileira, e, ainda, as discuss\u00f5es sobre o Naturalismo brasileiro, de Antonio Candido (1991), Alfredo Bosi (1994) e Araripe Jr. (2013), uma vez que as obras destacadas vinculam-se \u00e0 \u00e9poca em que o sujeito \u00e9 (des)caracterizado ou sofre um processo de (des)personaliza\u00e7\u00e3o que o associa ao \u00e2mbito animal. Ainda em estado de an\u00e1lise e desenvolvimento, continuaremos nossa discuss\u00e3o acerca de personagens l\u00e9sbicos na literatura brasileira em prosa, a partir de leituras de obras que ser\u00e3o selecionadas, cujo per\u00edodo de publica\u00e7\u00e3o est\u00e1 entre 1926 a 1999. A pesquisa culmina com a discuss\u00e3o acerca dos contos \u201cV\u00f3, a senhora \u00e9 l\u00e9sbica?\u201d, \u201cAs tias\u201d e \u201cMar\u00edlia acorda\u201d, presentes no livro Amora (2015), de Nat\u00e1lia Borges Polesso, apontando para o corpo feminino envelhecido homoafetivo. Sendo a margem da margem, tais personagens, tais corpos, femininos, invisibilizados, encontraram e encontram espa\u00e7os de (re)inscri\u00e7\u00e3o, na literatura brasileira em prosa.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Literatura brasileira; Estudos de G\u00eanero e Sexualidades; Lesbianidades.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Ferdinando de Oliveira Figueiredo [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nNATUREZA E PODER EM JOGO: UM ESTUDO ECOCR\u00cdTICO DO TOTALITARISMO CAPITALISTA NA TRILOGIA LITER\u00c1RIA JOGOS VORAZES<\/p>\n<p>Ferdinando de Oliveira Figueiredo (doutorando PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Sueli Meira Liebig<\/p>\n<p>Este estudo corresponde a uma proposta de pesquisa da trilogia Jogos Vorazes (Jogos vorazes, Em chamas e A esperan\u00e7a, 2010-2011), da escritora norte-americana Suzanne Collins (1962-), a partir de um vi\u00e9s ecocr\u00edtico. O trabalho centra-se nas rela\u00e7\u00f5es entre o homem e o meio ambiente, mediante o totalitarismo capitalista ilustrado pelo corpus em an\u00e1lise. Realizou-se uma investiga\u00e7\u00e3o acerca do panorama cr\u00edtico que se tem sobre a obra de Collins, e verificou-se que h\u00e1 uma insufici\u00eancia de pesquisas sobre essa sequela liter\u00e1ria dentro de uma perspectiva ecocr\u00edtica. Portanto, entende-se a conjuntura dist\u00f3pica desses textos ficcionais como fator contribuinte para a problematiza\u00e7\u00e3o desta abordagem te\u00f3rica e, por isso, buscou-se compreender o termo distopia com base nas obras de Booker (1994) Claeys (2017), Garrard (2004) e Williams (2011), dentre outros. Integra-se, para o resultado esperado, a a\u00e7\u00e3o humana como reflexo da era geol\u00f3gica do Antropoceno, fator que alienou a sociedade de seu ambiente natural e a levou a explor\u00e1-lo, em prol de uma vis\u00e3o de mundo que se respalda cada vez mais no homem. Surge, portanto, a necessidade de se rever o Antropoceno como uma ilustra\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as ambientais e sociais ocasionadas pela interfer\u00eancia humana, o que possibilita uma nova forma de pensar o dualismo humanidade\/natureza como o promotor de discuss\u00f5es sobre os ideais capitalistas na defini\u00e7\u00e3o de classes, do poder e, principalmente, na percep\u00e7\u00e3o do meio ambiente como um mero objeto de apropria\u00e7\u00e3o exclusiva do homem (GARRARD, 2004). Logo, pontualidades como o regime ditatorial, a representa\u00e7\u00e3o dos animais e dos ecossistemas criados nesses espa\u00e7os e o protagonismo humano frente aos problemas econ\u00f4micos e sociais gerados pelo poder capitalista ser\u00e3o os elementos constitutivos da an\u00e1lise proposta, adequando-se a elas as proposi\u00e7\u00f5es de Buell (2005), Fremaux (2019), Moore (2016), Phillips (2003), etc., para a abordagem te\u00f3rica da proposta de an\u00e1lise da narrativa de Collins.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Antropoceno. Capitalismo. Distopia. Ecocr\u00edtica. Natureza.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Clara Mayara de Almeida Vasconcelos [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nCORA\u00c7\u00c3O DAS TREVAS E O MUNDO SE DESPEDA\u00c7A: O COLONIALISMO EM PERSPECTIVA<\/p>\n<p>Clara Mayara de Almeida Vasconcelos (doutoranda PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientadora: Profa. Dra. Sueli Meira Liebig<\/p>\n<p>A plurifuncionalidade que a literatura possui a partir da sua rela\u00e7\u00e3o com a vida em sociedade, especialmente no que concerne \u00e0 sua atribui\u00e7\u00e3o pragm\u00e1tica, permite que o leitor compreenda as manifesta\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas que est\u00e3o presentes no texto, sejam elas intencionais ou n\u00e3o, como produto do inconsciente positivo. Para al\u00e9m da funcionalidade est\u00e9tica ou l\u00fadica, o papel cognitivo e pragm\u00e1tico que as obras liter\u00e1rias oferecem desvela discursos subjacentes presentes nos textos, fato que faz as obras serem relidas a partir de um vi\u00e9s diferente do que a tradi\u00e7\u00e3o se propunha a fazer. Dessa forma, esta pesquisa se prop\u00f5e a analisar, de forma comparatista, as obras Cora\u00e7\u00e3o das trevas, de Joseph Conrad, e O mundo se despeda\u00e7a, de Chinua Achebe, a partir da cr\u00edtica que os dois textos fazem ao colonialismo e ao imperialismo que serve como base para compreender como o discurso colonialista ainda reverbera em ambas as obras; em especial na de Achebe que se apresenta como uma metacr\u00edtica da novela conradiana, ao mesmo tempo em que permanece no mesmo paralelismo da obra criticada. A metodologia utilizada para o desenvolvimento desta pesquisa \u00e9 de cunho bibliogr\u00e1fico e documental, por meio de uma an\u00e1lise comparativa anal\u00edtica. Para tanto, utilizaram-se as contribui\u00e7\u00f5es de Bhabha (2007), Bonnicci (2004), Chau\u00ed (2005), Clifford (1998), Fanon (2005; 2008), Delgado (2013), Halliday (1999), Huntington (1994), Rocha (1998), Said (1995; 2006; 2003a; 2003b), Silva (2005) e Temperley (1981). Sendo assim, pode-se concluir que a cr\u00edtica que Achebe faz \u00e0 obra de Conrad n\u00e3o consegue se sustentar em v\u00e1rios momentos da narrativa, visto que n\u00e3o considera o car\u00e1ter ir\u00f4nico de Cora\u00e7\u00e3o das trevas, podendo-se perceber que o inconsciente positivo do saber, conforme formulado por Foucault (1994), \u00e9 refletido tanto na obra de Conrad como na de Achebe, mesmo que busquem denunciar os crimes perpetrados pela pol\u00edtica imperialista.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Imperialismo, Colonialismo, Teoria e cr\u00edtica p\u00f3s-coloniais, Metacr\u00edtica.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Andr\u00e9 Cervinskis [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nMITO, PERDORMANCE E CONTEMPORANEIDADE: PERSONAGENS M\u00cdTICO-PERFORM\u00c1TICAS DE LUCILA NOGUEIRA<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Cervinskis (doutorando PPGLI\/UEPB-CAPES\/FAPESP)<\/p>\n<p>Lucila Nogueira (Rio de Janeiro, 30 de mar\u00e7o de 1950) \u00e9 uma escritora brasileira, de origem luso-galega, com vinte e tr\u00eas livros de poesia publicados e cinco de ensaio, al\u00e9m de muitos artigos em revistas impressas e online. Dona de uma po\u00e9tica singular, com forte personalidade feminina e dialogando com mitos e culturas de diversos lugares do mundo (Fran\u00e7a, Espanha, Portugal, Inglaterra, pa\u00edses escandinavos, M\u00e9xico, Am\u00e9rica do Sul etc.), Lucila Nogueira \u00e9 um dos grandes nomes da nossa literatura nacional, reconhecida atrav\u00e9s diversos de convites para eventos internacionais nos mais rec\u00f4nditos lugares (Houston, Macau, Medell\u00edn, Havana), objeto de artigos, livros (CERVINSKIS, 2008) e uma disserta\u00e7\u00e3o acad\u00eamica (HOLFFMAN. 2007). Defendemos que a autora teve uma fase m\u00edtico-hist\u00f3rica, que vai de Ilaiana (1997) at\u00e9 Imilce (1999). A partir de 2000, assumir\u00e1 uma personalidade contempor\u00e2nea, com arroubos perform\u00e1ticos, inclusive sob a perspectiva da emancipa\u00e7\u00e3o feminina. A partir de 2002, com Refletores (2004), lan\u00e7a-se \u00e0 empreitada de mudar o rumo de sua poesia, ao abra\u00e7ar caracter\u00edsticas p\u00f3s-modernas, afastando-se da perspectiva hist\u00f3rico-mitol\u00f3gica de seus primeiros livros. Punk e intercultural (Estocolmo, 2004; Poesia em Houston, 2013), Nogueira cria personagens que encarnam est\u00e9ticas p\u00f3s-modernas, como a camp (Refletores), a niilista\/tediosa (Desespero blue) e a provinciana\/casta, como em Casta Maladiva (2009). Todas essas abordagens e fen\u00f4menos aqui apresentados necessitam de olhares cr\u00edticos especializados, despojados de preconceitos acad\u00eamicos, para serem interpretados com respeito e rigor te\u00f3ricos, colaborando para a compreens\u00e3o dessa complexa liter\u00e1ria realidade na qual estamos imersos. Desenvolveremos a an\u00e1lise dessas personagens perform\u00e1ticas\/p\u00f3s nessa comunica\u00e7\u00e3o, resultado do cap\u00edtulo 2 de nossa tese sobre Mito, performance e contemporaneidade; a poesia de Lucila Nogueira, ainda em fase de elabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Lucila Nogueira; poesia contempor\u00e2nea; personagens transgressoras<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<\/p>\n<p>[\/wptabs]<\/p>\n<p><strong>Mesa Discente<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dia 12\/03\/2020 &#8211; 13h \u00e0s 15h30<\/strong><\/p>\n<p>[wptabs mode=&#8221;horizontal&#8221; type=&#8221;accordion&#8221;]<\/p>\n<p>[wptabtitle]\u00a0Abdias Correia de Cantalice [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nA LITERATURA PRODUZIDA NAS PRIS\u00d5ES E NOS HOSP\u00cdCIOS COMO PRODU\u00c7\u00c3O DE SINGULARIDADES<\/p>\n<p>Abdias Correia de Cantalice (doutorando PPGLI\/UEPB)<br \/>\nProfessor Dr. Luciano Barbosa Justino \u2013 Orientador<\/p>\n<p>A presente pesquisa busca discutir a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria enquanto experiencia\u00e7\u00e3o de uma pot\u00eancia que, mesmo produzida nos espa\u00e7os marcados por confinamentos: hosp\u00edcios, pris\u00f5es, etc., trazem hist\u00f3rias dos sujeitos construtores da literatura como produ\u00e7\u00e3o de singularidade, podendo, inclusive, n\u00e3o se dizer, pois, como lembra Agamben, uma experi\u00eancia de pot\u00eancia s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se a pot\u00eancia for uma pot\u00eancia do n\u00e3o, de \u201cpoder n\u00e3o ser escrita\u201d. A pot\u00eancia como escrita de si, ou mesmo, como n\u00e3o escrita, realizadas nos espa\u00e7os de confinamentos, tende a se dizer, n\u00e3o no interior, (este produtor de subjetividade) mas no exterior, no espa\u00e7o entre as subjetividades e seus foras, seguindo a linha observada por Tatiana Salem Levy, a experi\u00eancia liter\u00e1ria constr\u00f3i o fora, \u201cela \u00e9 o pr\u00f3prio fora\u201d e o seu espa\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o, ainda \u00e9 um espa\u00e7o do n\u00e3o, pois, como lembra Blanchot, a literatura \u201cn\u00e3o est\u00e1 al\u00e9m do mundo, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o mundo\u201d s\u00e3o os foras, e nesse fora se produz as singularidades. Nossa tese se estrutura num primeiro cap\u00edtulo em que me proponho a analisar, numa perspectiva liter\u00e1ria, a quest\u00e3o do aprisionamento, seja no hosp\u00edcio, seja na pris\u00e3o, dialogando com Foucault sobre loucura e pris\u00e3o al\u00e9m de Erving Goffman que aborda, numa vis\u00e3o psicanal\u00edtica, os espa\u00e7os reservados \u00e0 loucura. Num segundo momento, abordaremos como essas produ\u00e7\u00f5es apontam para o fora, n\u00e3o o fora do espa\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o, mas o fora da pr\u00f3pria escrita, enquanto uma pot\u00eancia do escritor, produzindo, atrav\u00e9s da literatura, as singularidades nesses espa\u00e7os de controle. Para esse corpus da pesquisa em torno da loucura e seus foras, partiremos de Lima Barreto, com seu \u201cDi\u00e1rio do hosp\u00edcio e cemit\u00e9rio dos vivos\u201d, passando por Maura Lopes Cansado com \u201cHosp\u00edcio \u00e9 Deus\u201d e finalizando com uma obra contempor\u00e2nea \u201cReino dos bichos e dos animais \u00e9 o meu nome\u201d de Stela do Patroc\u00ednio, numa perspectiva em que possa discutir a loucura em si, como produtora de literatura a partir de seus foras, tendo uma base te\u00f3rica em Pelbart. Dando sequ\u00eancia \u00e0 pesquisa desenvolvida no Mestrado, traremos, no terceiro cap\u00edtulo, o estudo em torno da pris\u00e3o. Neste caso, ser\u00e1 discutido o conceito de fora e as produ\u00e7\u00f5es de singularidades a partir da literatura de Graciliano Ramos em sua obra \u201cMem\u00f3rias do C\u00e1rcere\u201d num poss\u00edvel di\u00e1logo com a contemporaneidade que t\u00eam, como espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o, a cadeia. Nesse caso discutiremos pobreza e a pot\u00eancia do preso na obra de Luiz Alberto Mendes, al\u00e9m de rediscutir o conceito do fora na voz subalterna da pris\u00e3o.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Karina Guedes dos Santos [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nUM CRIME DELICADO, CR\u00cdTICA LITER\u00c1RIA E CRISE DA REPRESENTA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Karina Guedes dos Santos (mestranda PPGLI\/UEPB-CAPES)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Luciano Barbosa Justino<\/p>\n<p>A nossa pesquisa se prop\u00f5e um estudo do premiado romance Um crime delicado (1997) de S\u00e9rgio Sant\u2019Anna. Um crime delicado \u00e9 a hist\u00f3ria de um estupro, o estupro da \u201csingular\u201d In\u00eas, que tivera uma perna amputada. O enredo relata um cr\u00edtico de teatro, Ant\u00f4nio Martins, que ap\u00f3s ser levado ao banco dos r\u00e9us sob a acusa\u00e7\u00e3o de estupro, come\u00e7a a escrever para dar voz a sua mem\u00f3ria fragmentada pelo alcoolismo, enquanto relata sua vida e trajet\u00f3ria ao analisar as pe\u00e7as teatrais com que trabalha. A metodologia consistir\u00e1 em: 1, analisar uma \u00e9tica da cr\u00edtica, a fortuna cr\u00edtica e a cr\u00edtica do pr\u00f3prio personagem, o narrador, a medida em que tal epis\u00f3dio \u2013 o crime \u2013 vai alterando cada vez mais sua atividade cr\u00edtica, o modo como julga e como avalia as obras. Como tamb\u00e9m, analisar a rela\u00e7\u00e3o da literatura com a arte e a \u00e9tica, em que vislumbramos a \u00e9tica da literatura e a da arte atrav\u00e9s da alteridade da personagem feminina de In\u00eas, do \u201ccorpo abjeto\u201d e sua fragilidade. 2, estudar a narrativa e seu desenvolvimento no romance, mais precisamente, como \u00e9 estabelecido o trabalho da mem\u00f3ria por parte deste cr\u00edtico, devido \u00e0 obra estar entre as fronteiras dos g\u00eaneros relato autobiogr\u00e1fico, narrativa e literatura de testemunho. 3, analisar o di\u00e1logo na intermidi\u00e1tica entre narrativa, teatro e pintura presentes na obra. Para tanto, nossa base te\u00f3rico-cr\u00edtica ser\u00e1 pautada em Diana Klinger (2014), Adauto Novaes (2007) Rolland Barthes (2007), Walter Benjamin (1994), Paul Ricouer (1994) e Seligmann-Silva (2013).<\/p>\n<p>PALAVRAS CHAVE: Narrativa, Cr\u00edtica Liter\u00e1ria, Mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Silvanna Kelly Gomes de Oliveira [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nTRABALHO IMATERIAL E PRODU\u00c7\u00c3O DE SUBJETIVIDADE EM MARIA JOS\u00c9 SILVEIRA<\/p>\n<p>Silvanna Kelly Gomes de Oliveira (doutoranda PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Luciano Barbosa Justino<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de Maria Jos\u00e9 Silveira, representada pelas obras A m\u00e3e da m\u00e3e de sua m\u00e3e e suas filhas (2002), Guerra no cora\u00e7\u00e3o do cerrado (2006) e Pauliceia de mil dentes (2012), tem se apresentado como rasura na literatura contempor\u00e2nea, uma vez que lan\u00e7a m\u00e3o de uma gama de personagens que produzem subjetividades tanto no plano da linguagem, quanto no plano das abstra\u00e7\u00f5es e afetos, sobretudo, no que se refere \u00e0s personagens mulheres. Por outro lado, \u00e9 comum encontrar modos de ler repetitivos e alheios \u00e0s novas demandas da literatura contempor\u00e2nea, vertendo pela unicidade narc\u00edsica. Por essa raz\u00e3o, as singularidades presentes nos encontros dos personagens passam ao largo dessa cr\u00edtica identit\u00e1ria, cuja sujei\u00e7\u00e3o social \u2013 constru\u00e7\u00e3o de sujeitos individuados que se fixam em uma identidade \u2013 e servid\u00e3o maqu\u00ednica \u2013 desmonte do sujeito individuado e suas representa\u00e7\u00f5es ou processo de dessubjetiva\u00e7\u00e3o \u2013 (LAZZARATO, 2014) direcionam seus m\u00e9todos de an\u00e1lise. O resultado disso consiste no apagamento dos personagens secund\u00e1rios (JUSTINO, 2017), repletos de trabalho imaterial (LAZZARATO, 2014) \u2013 produ\u00e7\u00e3o de subjetividade. Assim, o objetivo geral da tese \u00e9 apontar o trabalho imaterial dos personagens secund\u00e1rios, com enfoque nas personagens mulheres e no debate de g\u00eanero (HOOKS, 2019); (RIBEIRO, 2018); (PRECIADO, 2014), na obra de Maria Jos\u00e9 Silveira. Quanto aos objetivos espec\u00edficos, pretende-se lan\u00e7ar uma metacr\u00edtica que problematize o trabalho imaterial; apresentar como a sujei\u00e7\u00e3o individual e a servid\u00e3o maqu\u00ednica direcionam de modo predominante a leitura das obras liter\u00e1rias; analisar como as narrativas da autora abrem margem para a quebra dos estigmas identit\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o aos personagens secund\u00e1rios mulheres. Assim, em um primeiro cap\u00edtulo, pretende-se abordar sobre trabalho imaterial e cr\u00edtica liter\u00e1ria; em um segundo cap\u00edtulo, discorrer sobre a produ\u00e7\u00e3o de subjetividade dos personagens secund\u00e1rios; e em um terceiro cap\u00edtulo, tecer uma leitura cr\u00edtica sobre a constru\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria das mulheres da obra de Maria Jos\u00e9 Silveira.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Cr\u00edtica liter\u00e1ria, Trabalho imaterial, G\u00eanero e identidade.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Tatiane Pereira Fernandes [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nTESSITURAS DO CORPO ENVELHECIDO NA LITERATURA BRASILEIRA<\/p>\n<p>Tatiane Pereira Fernandes (mestranda PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Luciano Barbosa Justino<\/p>\n<p>A tem\u00e1tica do envelhecimento feminino atravessa tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es em nossa pesquisa, por meio do enfoque anal\u00edtico e cr\u00edtico respaldado para pensar o lugar da mulher em detrimento da degrada\u00e7\u00e3o do seu corpo em processo de envelhecer. Assim, focalizamos nas escrituras de autoria feminina no per\u00edodo compreendido entre 1980 a 2018, por meio da realiza\u00e7\u00e3o do mapeamento em desenvolvimento em que ser\u00e3o investigadas as configura\u00e7\u00f5es dos perfis femininos na prosa brasileira. Posto isto, especifica-se verificar: A representa\u00e7\u00e3o categorizada do corpo envelhecido por meio das personagens de como interiorizam e lidam com seu pr\u00f3prio corp\u00f3reo; discuss\u00f5es voltadas para a rela\u00e7\u00e3o com o tempo e a hist\u00f3ria, perda de identidade, as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, a sexualidade feminina, os padr\u00f5es sociais e est\u00e9ticos que estigmatizam \u00e0 mulher na velhice. Para tanto, nossa pesquisa viabiliza uma maior compreens\u00e3o acerca do envelhecimento para ressignificar \u00e0s pr\u00e1ticas culturais imbricadas na deprecia\u00e7\u00e3o e estratifica\u00e7\u00e3o do feminino. Sendo assim, pontuamos que o envelhecer tornou-se de acordo Barbosa (2003) sin\u00f4nimo de improdutividade e de inutilidade \u00e0 margem da sexualidade e sensualidade; bem como a desvaloriza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o que est\u00e3o associadas a uma propor\u00e7\u00e3o anterior que imp\u00f4s uma imagem da mulher jovem e bela. Nesse sentido, a relev\u00e2ncia de investigar a tem\u00e1tica est\u00e1 imbricada no espa\u00e7o de discuss\u00e3o que atualmente destaca-se na literatura brasileira a representa\u00e7\u00e3o da figura feminina envelhecida. Por fim, nossa pesquisa, est\u00e1 ancorada nos estudos de Dalcastagn\u00e9 (2012), Foucault (2016), Ecl\u00e9a Bosi (2010), Beauvoir (1990); dentre outros. Portanto, propomos ampliar a discuss\u00e3o sobre a categoria de corpo envelhecido proposto por Xavier (2007).<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Corpo feminino, Envelhecimento, Representa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Patr\u00edcia Val\u00e9ria Vieira da Costa [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nNARRATIVAS DA CRISE DO PATRIARCADO: QUANDO A EXPRESS\u00c3O REGIONAL IMPULSIONA O TR\u00c1GICO<\/p>\n<p>Patr\u00edcia Val\u00e9ria Vieira da Costa (doutoranda PPGLI\/UEPB-CAPES)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Eli Brand\u00e3o da Silva<\/p>\n<p>Este projeto de tese objetiva compreender como a regi\u00e3o impulsiona o tr\u00e1gico em narrativas contempor\u00e2neas que recriam o patriarcado em crise. Para tanto, pretende-se entender a regi\u00e3o enquanto um espa\u00e7o social que condiciona subjetivamente e simbolicamente a condi\u00e7\u00e3o humana de maneira paradoxal, principalmente com \u00eanfase nas personagens femininas das obras selecionadas. Nesse sentido, prop\u00f5e-se refletir a condi\u00e7\u00e3o tr\u00e1gica enquanto inerente \u00e0 compreens\u00e3o hist\u00f3rica, social e memorial\u00edstica de determinadas culturas, bem como, de maneira ampla, com as narrativas que ainda recriam o patriarcado em crise s\u00e3o compreendidas ou n\u00e3o pela cr\u00edtica liter\u00e1ria atual, principalmente em rela\u00e7\u00e3o aos estudos sobre a regionalidade. Considera-se que a tem\u00e1tica \u00e9 recorrente n\u00e3o em uma ou duas, mas em uma quantidade significativa de narrativas produzidas no Nordeste no contexto da contemporaneidade. Selecionou-se como objeto dessa pesquisa um conjunto de obras, a partir do qual ser\u00e1 escolhido o corpus a ser analisado interdiscursivamente, as seguintes narrativas: Cartilha do Sil\u00eancio (1997), de Francisco Jos\u00e9 Dantas; O Anjo do Quarto dia (2013), de Gilvan Lemos; Liturgia do fim (2016), de Mar\u00edlia Arnaud; Vasto Mundo (2015), de Maria Val\u00e9ria Rezende; e Faca (2009), de Ronaldo Correia de Brito. A escolha dessas obras se justifica pelo fato das mesmas comportarem a problematiza\u00e7\u00e3o referida, j\u00e1 que essas, al\u00e9m de estarem embasadas em solo rural, trazem em sua teia narrativa a recria\u00e7\u00e3o do patriarcado em crise, com personagens femininas envoltas com a condi\u00e7\u00e3o do tr\u00e1gico. O referencial te\u00f3rico \u00e9 formado pela conjuga\u00e7\u00e3o de contributos de pesquisa em torno do tr\u00e1gico e da regionalidade, contemplando a obra de autores como Dalcastagn\u00e8 (2012), Chiappinni (2013), Eagleton (2013), Sarrazac (2013) e Williams (2002).<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Crise do patriarcado. Tr\u00e1gico. Personagens femininas. Regionalidade.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Ayanne Larissa Almeida de Souza [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nA NATUREZA COMO IMAGEM DO PENSAMENTO EM ANTERO DE QUENTAL<\/p>\n<p>Ayanne Larissa Almeida de Souza (doutoranda PPGLI\/UEPB)<br \/>\nOrientador: Prof. Dr. Eli Brand\u00e3o da Silva<\/p>\n<p>O presente trabalho estuda a obra de Antero de Quental, perspectivando sua poesia a partir da no\u00e7\u00e3o de estrutura de sentimento tr\u00e1gico, com aporte da filosofia dial\u00e9tica hegeliana, compreendendo haver na po\u00e9tica do autor um movimento de tragicidade. A problem\u00e1tica em quest\u00e3o \u00e9 a presen\u00e7a de uma dial\u00e9tica que se apresenta como uma tens\u00e3o entre express\u00e3o de pensamento e forma est\u00e9tica e que se traduz em dilema do poeta com a linguagem. Nosso objetivo \u00e9 analisar a poesia anteriana com base semi\u00f3tica, buscando interpretar metaforicamente as imagens po\u00e9ticas criadas por Antero como tradu\u00e7\u00e3o dos dados da realidade que chegam \u00e0 consci\u00eancia em pensamento, compreendendo essa dial\u00e9tica como express\u00e3o do dilema poeta\/linguagem. Consideramos Antero como um fil\u00f3sofo, um poeta da iman\u00eancia, na esteira de Gilles Deleuzes e F\u00e9lix Guattari, enquanto um construtivismo que se desloca em dois planos: criar conceitos e tra\u00e7ar planos. Nesse sentido, compreendemos a poesia de Antero como uma tradu\u00e7\u00e3o do real para o pensamento, ou seja, uma convers\u00e3o dos dados que chegam atrav\u00e9s dos sentidos em pensamento, a qual manifesta o mundo por meio da poesia, numa esp\u00e9cie de evid\u00eancia da alma. Nosso arcabou\u00e7o te\u00f3rico-metodol\u00f3gico se constr\u00f3i por meio da conjuga\u00e7\u00e3o dos aportes de L\u00facia Santaella e Julio Plaza, no que diz respeito \u00e0 semi\u00f3tica; o conceito de estrutura de sentimento de Raymond Williams, assim como a ideia de Tr\u00e1gico em Williams e a filosofia do tr\u00e1gico de Georg Wilhelm Friedrich Hegel, da qual Antero extrai suas concep\u00e7\u00f5es intelectuais e de Karl Wilhelm Ferdinand Solger.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Tr\u00e1gico. Dial\u00e9tica. Plano de Iman\u00eancia. Natureza.Antero de Quental.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<\/p>\n<p>[\/wptabs]<\/p>\n<p><strong>Mesa de P\u00f3s-Doutorandos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dia 12\/03\/2020 \u2013 16h \u00e0s 18h<\/strong><\/p>\n<p>[wptabs mode=&#8221;horizontal&#8221; type=&#8221;accordion&#8221;]<\/p>\n<p>[wptabtitle]\u00a0Nathassia Guedes [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nLITERATURAS DA AMAZ\u00d4NIA: A TERRA E A REPRESA<\/p>\n<p>Nathassia Guedes (p\u00f3s-doutoranda PPGLI\/UEPB-CAPES)<br \/>\nSupervisora: Profa. Dra. Rosilda Alves<\/p>\n<p>Este trabalho tem como objetivo analisar as narrativas Terra de Icamiaba (1934) e Represa (1942), moldadas com base em mem\u00f3rias e deslocamentos, de grupos marginalizados, atrelados a um discurso de constru\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, a partir do Ciclo da borracha, bem como da emancipa\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica, no final da d\u00e9cada de 1980. O Ciclo da borracha permitiu uma maior vis\u00e3o do norte do pa\u00eds, antes desconhecido, fazendo com que os novos integrantes dessa regi\u00e3o \u2013 empres\u00e1rios ou somente exploradores \u2013 levassem novidades culturais e sociais impulsionando o desenvolvimento de v\u00e1rias cidades nortistas, a exemplo de Manaus e Bel\u00e9m (a Paris n\u00b4Am\u00e9rica), capitais. Escritas no s\u00e9culo XIX e alinhadas ao mesmo contexto hist\u00f3rico, as obras de Abguar Bastos e Oc\u00e9lio de Medeiros, narram ainda, os deslocamentos de outras culturas pelo territ\u00f3rio brasileiro tamb\u00e9m mergulhados nas texturas das mov\u00eancias, amplia os olhares do contato para a presen\u00e7a de outros atores culturais como s\u00edrios, judeus e libaneses. Colocados em rela\u00e7\u00e3o, os dois romances se voltam para o universo da constru\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, do testemunho, numa perspectiva identit\u00e1ria relacionada aos costumes, tradi\u00e7\u00f5es e contextualiza\u00e7\u00e3o das transforma\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas no espa\u00e7o em destaque. Unidas no locus panamaz\u00f4nico, as obras enfocam, distintamente, a partir de grupos marginalizados, o Ciclo da borracha, cujo contexto de explora\u00e7\u00e3o contribuiu para enriquecer \u2013 ou tornar mais miser\u00e1veis &#8211; os trabalhadores locais, os estrangeiros ou magnatas. Acostados \u00e0 perspectiva que os romances escolhidos para an\u00e1lise s\u00e3o constru\u00eddos a partir da experi\u00eancia de ex\u00edlio e deslocamento intentamos refletir sobre a representa\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria desses grupos, cuja identidade coletiva se reveste de sentido negativo, ora pela cultura dominante, ora pela orienta\u00e7\u00e3o social coletiva.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Mem\u00f3ria, Deslocamentos, Representa\u00e7\u00e3o, Grupos marginalizados<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<br \/>\n[wptabtitle]\u00a0Andr\u00e9 Lu\u00eds Gomes de Jesus [\/wptabtitle]<br \/>\n[wptabcontent]<br \/>\nDAS VOZES EX-C\u00caNTRICAS: CULTURA, IDENTIDADE E HIST\u00d3RIA NO ROMANCE BRASILEIRO CONTEMPOR\u00c2NEO<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Lu\u00eds Gomes de Jesus (p\u00f3s-doutorando PPGLI\/UEPB-PNPD\/CAPES)<br \/>\nSupervisor de pesquisa: Prof. Dr. Luciano Justino<\/p>\n<p>O presente trabalho tem por objetivo analisar, a partir de um conjunto de narrativas produzidas entre os anos 1990 e os anos 2010, as inflex\u00f5es e inova\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas e est\u00e9tico-formais ocorridas no romance brasileiro. A produ\u00e7\u00e3o romanesca brasileira contempor\u00e2nea \u00e9 marcada por uma diversidade tem\u00e1tico-formal que permite a identifica\u00e7\u00e3o de alguns eixos de produ\u00e7\u00e3o. Entre esses in\u00fameros eixos nos interessa aquele composto por romances que, embora pare\u00e7am ter sido escritos em nota\u00e7\u00e3o tradicional, apresentando uma aparente linearidade, dialogam de modo difuso com as inova\u00e7\u00f5es advindas do Modernismo, tais como: o embaralhamento entre os discursos ficcional e hist\u00f3rico, a utiliza\u00e7\u00e3o da linguagem fragment\u00e1ria, a presen\u00e7a da circularidade narrativa e a dissimula\u00e7\u00e3o do pacto escritural por meio de procedimentos que fazem estes textos dialogarem com o relato, com a carta, com o di\u00e1rio, encontrados pelo autor gra\u00e7as a \u201cfelizes coincid\u00eancias\u201d. Al\u00e9m desses procedimentos, podemos ainda analisar esses romances a partir das no\u00e7\u00f5es de narra\u00e7\u00e3o como produ\u00e7\u00e3o de sentido para vida humana (RICOUER, 1983; 1984; 1985), da representa\u00e7\u00e3o da voz ex-c\u00eantrica como relativiza\u00e7\u00e3o do discurso centrado nos interesses burgueses-patriarcais (HUTCHEON, 1991), da constru\u00e7\u00e3o anacr\u00f4nica-aleg\u00f3rica que ocorre no encontro entre as imagens hist\u00f3ricas mobilizadas por estes romances e o presente brutal, constituindo, desse modo, a no\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria a contrapelo (BENJAMIN, 2012; DIDI-H\u00dcBERMAN, 2019), da ideia de brutalidade como elemento de forma\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria brasileira (HALL, 2006). Ao analisarmos os romances Desmundo (1996), de Ana Miranda, Um defeito de cor (2006), de Ana Maria Gon\u00e7alves e Carta \u00e0 rainha louca (2019), de Maria Val\u00e9ria Rezende, trabalhamos com a hip\u00f3tese de que esses textos ficcionais, embora relativizem o experimentalismo, assumem, ainda assim, um car\u00e1ter inovador no que diz respeito a formas, procedimentos, temas e linguagens, constituindo-se como documentos que se constroem como representa\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia e da pot\u00eancia de diversidade nacional.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: alteridades; Hist\u00f3ria; mem\u00f3ria; romance brasileiro; vozes ex-c\u00eantricas.<\/p>\n<p>[\/wptabcontent]<\/p>\n<p>[\/wptabs]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesa de discentes \u00a0Dia 10\/03\/2020 \u2013 13h \u00e0s 15h30 [wptabs mode=&#8221;horizontal&#8221; type=&#8221;accordion&#8221;] [wptabtitle]Anderlane Fernandes de Lima[\/wptabtitle] [wptabcontent] AS VOZES FEMININAS NOS CONTOS DE MIA COUTO Anderlane Fernandes de Lima (mestranda PPGLI\/UEPB) Orientador: Prof. Dr. Ant\u00f4nio Carlos de Melo Magalh\u00e3es Nesta pesquisa, objetivamos analisar as vozes femininas em tr\u00eas contos de Mia Couto presentes no livro <a class=\"leiamais\" href=\"https:\/\/pos-graduacao.uepb.edu.br\/ppgli\/6-seminario-discente-2020\/\">Leia Mais&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-2842","page","type-page","status-publish","hentry"],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pos-graduacao.uepb.edu.br\/ppgli\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2842","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pos-graduacao.uepb.edu.br\/ppgli\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/pos-graduacao.uepb.edu.br\/ppgli\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pos-graduacao.uepb.edu.br\/ppgli\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pos-graduacao.uepb.edu.br\/ppgli\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2842"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/pos-graduacao.uepb.edu.br\/ppgli\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2842\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2849,"href":"https:\/\/pos-graduacao.uepb.edu.br\/ppgli\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2842\/revisions\/2849"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pos-graduacao.uepb.edu.br\/ppgli\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2842"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}